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Planejamento tributário em 2019: 10 erros que não se deve cometer

O ano começou com mudanças significativas a nível político, o que, indiscutivelmente, afeta o campo econômico também.

O Brasil ainda apresenta níveis de desemprego com índices históricos, o que gera uma menor movimentação da economia. Esses fatos sãos essenciais na hora de fazer seu planejamento tributário para 2019, que apesar das otimistas previsões dos economistas, é preciso ter cautela na hora de fazer novos investimentos e, principalmente, cuidar dos lucros alcançados.

Nesse artigo, contaremos os principais erros comuns que você deve tentar não cometer no seu planejamento tributário para começar o ano de 2019 da melhor maneira possível.

  1. Evitar achismos e contar com a ajuda de um profissional ao fazer o planejamento fiscal.
  2. Não ser analítico e evitar trabalhar com todos os dados gerados pela contabilidade.
  3. Focar no século XIX e não automatizar nem digitalizar os processos.
  4. Atribuir a culpa das falências tributárias à elevada carga tributária.
  5. Permanecer no mesmo regime tributário mesmo considerando as mudanças.
  6. Pensar no recortes como forma de redução de impostos.
  7. Não analisar a possibilidade de uma mudança para aproveitar os benefícios fiscais.
  8. Tentar liquidar as dívidas de uma única vez e não considerar a possibilidade de parcelamento.
  9. Não projetar o crescimento real da sua empresa.
  10. Evitar fazer seu planejamento.

 

1. Evitar achismos e contar com a ajuda de um profissional ao fazer o planejamento fiscal.

Um relatório do Serasa Experian, apontou que o nível médio de endividamento dos negócios brasileiros em 2017 chegou ao patamar de 46,5% dos ativos totais. A indústria foi o setor que apresentou o maior nível: 54,6% das empresas ativas possuíam alguma dívida corrente.

Se a sua empresa se encontra nesse nível de endividamento, será necessário replanejar sua organização financeira para 2019. A grande maioria das dívidas contraídas pelas empresas é por multas ou má administração, o que demonstra com número reais que chegou a hora de começar a fazer mudanças.

Escolher o regime tributário e ficar alerta a todas as novidades do mercado é essencial para uma boa administração financeira. Atualmente, a principal mudança no cenário econômico brasileiro é o PL 10638/2018, que regulamenta as porcentagens do IR.

Ainda que não afete diretamente a regulamentação das empresas, é um grande diferencial no cenário econômico atual, principalmente em um país com mais de 13 milhões de pessoas desempregadas.

Contratar a um contador, um economista com experiência, ou a uma empresa que organize sua gestão fiscal com certeza contribuirá a um melhor desempenho financeiro no seu negócio.

Entretanto, a escolha não pode ser aleatória ou por uma simples indicação, é preciso fazer uma busca ativa no mercado sobre quais são as principais características que deve ter uma empresa ou funcionários para ajudá-lo com esses pontos essenciais.

 

  1. Não ser analítico e evitar trabalhar com todos os dados gerados pela contabilidade

Além dos dados gerados pela contabilidade, também há outras áreas que podem aportar dados essenciais para o seu negócio e o seu planejamento. Por exemplo, você já sabe como está se posicionando seu principal concorrente nesse ano? Fazer uma análise sobre seu concorrente servirá para compreender melhor seu potencial de crescimento em comparação a ele, detectando acertos e pontos a melhorar no seu empreendimento.

Como já comentamos anteriormente, saber o nível de endividamento real da sua empresa é fundamental para poder executar projeções, mas, ao mesmo tempo, se deve considerar o faturamento junto com o ticket médio esperado, a lucratividade e vários outros termos que você deve ter sempre na ponta da língua para poder entender melhor os relatórios gerados pela sua contabilidade.

Para obter cada vez melhores resultados e uma melhor assertividade, você deverá ter relatórios gerenciais claros e automatizados, para evitar possíveis erros humanos. A contabilidade também deve estar preparada para poder analisar os milhares de documentos que você deve armazenar em gavetas ou na nuvem, o que pode ocasionar um “eventual atraso” na análise de dados. É sobre esse tema que falaremos no próximo ítem de erros a ser evitado no seu planejamento.

3. Focar no século XIX e não automatizar nem digitalizar os processos.

Como comentávamos no item anterior, o trabalho da contabilidade deve ser o mais eficiente possível para evitar erros simples mas que podem custar muito à sua empresa.

Hoje, existem diferentes ferramentas disponíveis no mercado que agilizam seus processos sem muito esforço ou dificuldade. Todos seus relatórios gerenciais devem ser eficientes ao ponto de não apresentar erros, assim você conseguirá uma redução de tempo e custos. Ter uma equipe preparada para a confecção de propostas de decisões a ser tomadas é também algo a ser trabalhado .

Para o ano atual, já é obrigatório a adesão ao eSocial na hora de lançar as informações previdenciárias e trabalhistas. Você deverá treinar ou contratar profissionais que saibam trabalhar com essa ferramenta para agilizar seus processos.

Ao mesmo tempo, existem algumas ferramentas mais simples, como a nuvem do Google Drive, onde é possível subir diferentes arquivos escaneados, diminuindo assim o uso de papel e mantendo uma organização do seu Drive, de maneira a manter um controle mais assertivo das suas informações para a posterior tomada de decisões.

No mercado atual, já existem softwares mais robustos, como o Studio Audit, que realiza o cruzamento de dados através de uma metodologia própria para a realização de auditoria fiscal e planejamento tributário.

4. Atribuir a culpa das falências tributárias à elevada carga tributária.

Sim, no Brasil a carga tributária é muita alta, a maior da América Latina, mas será que esse é o único fator que leva uma empresa à falência?

Em muitos outros países do entorno, e até em alguns da OCDE, a previdência não faz parte da carga tributária, e é por isso que a brasileira é a mais alta. Mas ao mesmo tempo, devemos considerar outros diferentes fatores, como os já mencionados anteriormente.

O seu preço de venda, que pode estar desatualizado ou muito acima do valor do mercado, pode gerar uma redução nas vendas. A sua falta de planejamento (que inclui calcular o valor real do seu produto ou serviço) pode ocasionar grandes problemas também.

Atualmente, com toda a legislação e carga tributária vigente, os problemas podem parecer maiores do que na realidade  são. Muitas empresas já conseguiram reduzir suas perdas com a simples organização tributária e planejamento financeiro, pois perceberam que estavam no regime tributário errado.

Muitas vezes não será possível dispor de um contador ou algum especialista que possa focar em uma análise de todos os fatores que levam à falência tributária de uma empresa.

5. Permanecer no mesmo regime tributário mesmo considerando as mudanças

Alguma vez pensou que uma das soluções aos seus problemas tributários era uma simples mudança de regime tributário?

Atualmente, a normativa brasileira permite vários modelos tributários, mas vamos mencionar alguns pontos principais a considerar que provavelmente farão você refletir sobre a necessidade de uma mudança no regime da sua empresa.

Se você está registrado com o regime de Lucro Real, você pagará os impostos sempre de forma proporcional ao lucro apresentado mês a mês, dessa forma, essa normativa é das mais complexas na sua administração ao mesmo tempo.

No fim do ano você deverá apresentar toda a documentação do ano fiscal para fazer a apuração dos impostos pagos e, finalmente, pagar a diferença, caso falte (são descontados os impostos que pagou cada mês). Você pode até ficar com créditos fiscais ao seu favor e também poderá fazer uma simulação sobre o total de impostos para fazer uma melhor análise.

Outro dos modelos mais utilizados é o de Lucro Presumido, no qual se trabalha com a presunção de uma receita bruta. Os percentuais são calculados por lei e de acordo ao segmento de atuação. Esse regime é mais simples que o anterior, mas você pagará o total estabelecido pela lei, de acordo com seu segmento de atuação, mesmo que não alcance o Lucro estimado. Entretanto, este não é um regime a ser considerado caso você tenha planejado um crescimento superior aos R$78 milhões, que é o limite de receita bruta anual permitida nessa regulamentação.

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6. Pensar nos recortes como forma de redução de impostos

Você, como qualquer outro dono de empresa, tem interesse em reduzir os impostos que são pagos anualmente e, ao fazer o planejamento, pode cair na falsa ideia de que não é possível continuar com essa baixa rentabilidade.

Para não cometer esse erro, é essencial fazer um diagnóstico que mostre o nível de maturidade da sua empresa. Se o seu empreendimento se encontra em um estágio inicial, é comum que esses processos ainda não estejam desenvolvidos, mas, com o passar dos anos, é necessário seu aperfeiçoamento.

Um diagnóstico de maturidade mostrará que tão avançada se encontra a gestão empresarial com os processos que a sua empresa deve realizar.

Antes de fazer um recorte de funcionários, de benefícios, mudança de sede ou outros, é importante fazer um diagnóstico extremamente completo da maturidade corporativa de seu negócio, para não cair em falsas ideias sobre a real organização financeira da empresa.

7. Não analisar a possibilidade de uma mudança para aproveitar os benefícios fiscais.

Provavelmente a zona franca mais famosa do Brasil é a de Manaus, onde diferentes empresas, inclusive várias multinacionais, possuem uma isenção fiscal muito efetiva, dado o investimento que realizam na região. Por isso, é muito importante considerar quais são as regiões do Brasil que mais pagam impostos ao Governo.

É importante saber que nem todas as empresas podem se beneficiar das vantagens oferecidas pelos governos estaduais e municipais, mas, em Florianópolis, por exemplo, muitas empresas aproveitam a Lei Municipal de Inovação, que  admite algumas isenções às empresas da área de tecnologia, ocasionando, inclusive, que empresas de diferentes lugares do Brasil se estabeleçam na ilha. Um dos casos mais famosos, sem dúvidas, foi a transferência da Peixe Urbano para essa cidade.

Uma mudança de cidade implica um grande investimento, mas, se bem analisado, com esses benefícios fiscais a longo prazo é possível obter um resultado mais do que positivo.

8. Tentar liquidar as dívidas de uma única vez e não considerar a possibilidade de parcelamento.

Como já comentamos nos ítens anteriores, permanentemente são lançadas novas normativas que não sempre são criadas para prejudicar ao empreendedor ou fazer um controle mais exaustivo da gestão financeira das empresas.

Atualmente, existe a possibilidade de fazer o parcelamento das dívidas, inclusive pela internet, através do site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o que permite enfrentar as responsabilidades fiscais sem correr o risco de poder ir à falência.

Sempre existem novas possibilidades para que os contribuintes possam realizar os pagamentos como corresponde, pois, para o governo, convém que sejam realizados de alguma forma, mesmo que parcelado, de maneira que as empresas não corram o risco de fechar.

Essas opções são muitos boas para pequenas e médias empresas que estão nos seus primeiros anos e não sabem bem como trabalhar com essas opções de refinanciamento.

9. Não projetar o crescimento real da sua empresa

O ano vai ser difícil, as mudanças já conhecidas e esperadas por todos podem gerar muita expectativa positiva e/ou negativa, mas é essencial que, para fazer seu planejamento, pense e seja o mais objetivo possível com os números. Afinal de contas, são seus próprios números sobre seu próprio trabalho de que estamos falando.

O crescimento que pode ter sua empresa deve ser calculado com as melhores ferramentas disponíveis ao seu alcance, de forma a não cair em estimações e expectativas que possam fazer com que seu planejamento tributário faça você realizar uma mudança que não tenha retorno e gere prejuízo.

Se a sua empresa também trabalha com mercados internacionais, é vital considerar as mudanças no planejamento em outros países e, principalmente, a estabilidade da moeda do país trabalhado, que pode prejudicar muito os ingressos da empresa.

Como foi explicado neste artigo, o essencial vai ser sempre ter um planejamento que permita você fazer todas as análises necessárias desde um diagnóstico completo até a tomada de decisão final.

10. Evitar fazer seu planejamento

De acordo com José Gado, gerente tributário da Studio Fiscal,  vários dos principais motivos que levam uma empresa à falência foram apresentados nesse artigo.

Entre os principais, podemos destacar o alto nível de endividamento, se destacando o não investimento em planejamento tributário.

As empresas acabam terceirizando o planejamento financeiro a grupos ou profissionais que não conhecem a sua realidade e podem acabar cometendo erros que prejudiquem seu futuro e estabilidade.

O planejamento financeiro da sua empresa deve ser executado  desde final do ano e ser ajustado no começo do novo ano, para que haja tempo de se adequar às novas mudanças na legislação que vão surgindo cada dia.

Conclusão

Como aprendemos nesse artigo, o planejamento não é uma coisa simples, mas ao mesmo tempo não é um bicho de sete cabeças. Deve ser trabalhado com inteligência e com o apoio de profissionais da área.

O Grupo Studio tem ajudado centenas de empresas de todo o Brasil  a utilizar seu ciclo operacional da forma mais correta e benéfica para a continuidade sustentável de seu negócio.

Com uma equipe completa e escritórios em Porto Alegre e São Paulo, podemos auxiliar sua empresa a conseguir a estabilidade financeira almejada.

Entre em contato conosco e solicite uma conversa com um de nossos especialistas para obter uma melhor assessoria em planejamento tributário em seu 2019.


Jose Carlos Braga e Monteiro

Detentor das empresas Studio Fiscal, Studio Law, Studio Brokers e E-Fiscal, o Grupo Studio apresenta serviços corporativos inteligentes com uma expertise de mais de 18 anos. Presente em todo o território nacional através de seus franqueados e aliançados, o Grupo apresenta uma grande sinergia quanto aos seus modelos de negócio.