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Grupo Studio Franquias Studio FiscalPlanejamento tributário: essencial para evitar perdas

Planejamento tributário: essencial para evitar perdas

Com os efeitos da pandemia impactando os negócios, é cada vez maior a busca por novos prazos e redução de custos nas empresas. Não é diferente quando se fala em gestão tributária, especialmente com a publicação de medidas provisórias que visam dar às empresas mais prazos para o cumprimento de obrigações tributárias.

A advogada do setor tributário Eduarda Prada Radtke, comenta que tomar boas decisões neste cenário é essencial para diminuir os prejuízos das empresas. “É preciso se criar um planejamento eficiente na gestão de tributos, a fim de evitar problemas em longo prazo. Muitos prazos foram estendidos e postergá-los pode ser uma opção de fortalecimento de caixa neste momento desafiador. Porém, a assessoria jurídica neste momento será primordial para não só adiar, mas também renegociar pagamentos, cortar excessos e atuar com mais eficiência fiscal, levando em consideração os efeitos em médio e longo prazo”, explica.

A especialista também destaca que dentro do planejamento tributário existem algumas ações que precisam ser analisadas, que vão desde a revisão do pagamento dos tributos até o tipo de desconto que pode ser ofertado.

No Brasil, a tributação ocorre dentro de algumas opções de regime, como Lucro Real, Lucro Presumido, Lucro Arbitrado e Simples Nacional.

O advogado Flávio Pinheiro Neto, destaca quais são os tributos mais impactados com o cenário de pandemia. “A análise do impacto tributário sobre a operação de uma empresa é muito individualizada, ainda mais em um momento de crise. Cada operação tem sua peculiaridade. O que atinge e onera mais a um determinado setor em um momento de crise, pode não afetar tanto outros setores. Além disso, a natureza da operação de cada empresa (indústria, serviços, comércio) irá determinar, em regra, a maior incidência de um ou outro imposto. O que se sabe é que existem opções para otimizar e enxugar a carga tributária em todos os ramos de atuação. No entanto, diante da atual crise, os impostos incidentes na folha de pagamento das empresas como INSS (em média 20% sobre o total da folha de pagamento), contribuições a terceiros, sistema S e Auxílio Salário Educação (pode totalizar 5,8% da folha de pagamento), GIILRAT (1% a 3% sobre a folha de pagamento) e FGTS (8% sobre a folha de pagamento), são os que impactam drasticamente e, por este motivo, é que ocorreram muitas demissões no período de crise”, pontua.

Além de postergar e renegociar, as empresas podem adotar outras práticas para manter os negócios e atravessar a crise com os menores efeitos possíveis. Como por exemplo: sendo transparente com seus fornecedores e evitando estoque.

Pinheiro Neto ainda revela que “o comitê de gestão da crise será responsável pela tomada de decisões capazes de garantir a continuidade da atividade produtiva da empresa. Além da tomada de decisões, esse grupo é quem irá se preocupar que o propósito da empresa seja posto em prática, garantindo que todos os setores estejam conscientes do seu papel e que fiquem engajados, apesar de todas a dificuldades. Este time será o responsável por fazer com que os colaboradores tragam ideias e sugestões, liberando-se o potencial criativo de toda a organização, buscando-se alternativas para geração de novos negócios, novas práticas, enxergando-se as oportunidades decorrentes das crise e organizar a retomada”.

Fonte: Economia SC


Redação Grupo Studio