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Grupo Studio Franquias Studio FiscalComo financiar projetos que combatem a crise com dinheiro de impostos?

Como financiar projetos que combatem a crise com dinheiro de impostos?

A Simbiose Social, responsável pela plataforma tecnológica de incentivos fiscais, lançou o Mapeamento de Impacto. Ou seja, uma seleção de projetos que buscam sobreviver em meio ao novo coronavírus e reduzir os efeitos negativos da crise econômica e de saúde.

No total, foram escolhidas 48 iniciativas de 12 estados brasileiros, aprovados por nove leis de incentivo federais, estaduais e municipais.

Em conjunto, as organizações selecionadas têm potencial de arrecadar R$ 84 milhões, a serem investidos a partir de distintos impostos, com ênfase para ICMS, ISS e IPTU. Diferente do Imposto de Renda, também utilizado pela plataforma, estes tributos não dependem do capital da empresa, e desta forma, não sentem os efeitos gerados pela crise.

Elas se partilham em quatro frentes de atuação: idosos e grupos de risco; comunidades vulneráveis; saúde; medicina e profissionais da área e cultura e conhecimento online. Todos os projetos reduzem de alguma forma os impactos do novo coronavírus no país.

Marcela Céspedes, gerente da área de atendimento da Simbiose Social e líder do Mapeamento de Impacto, revela que o objetivo é mapeamento é captar recursos e patrocínios para que as empresas possam retomar suas ações após a crise.

“O uso do incentivo fiscal para apoiar iniciativas e públicos mais vulneráveis surge como uma alternativa viável em um cenário de crise mundial, no qual muitas empresas ficam no zero a zero ou têm prejuízos”, comenta.

Para apoiar a iniciativa basta preencher um formulário na plataforma e agendar um bate-papo com a Simbiose Social.

A Heineken é umas das 30 multinacionais que têm a gestão fiscal feita pela startup e já demonstrou interesse pelos incentivos. “A Heineken reconhece a importância deste mapa como um auxílio às empresas para que cuidem, mais do que nunca, do destino deste recurso incentivado com responsabilidade e transparência, compreendendo o contexto local”, conta Ornella Guzzo, gerente sênior de Sustentabilidade do Grupo Heineken.

Uma das 48 organizações selecionadas é a Escola de Música da Rocinha, cujo projeto “Orquestra de Câmara da Rocinha – Plano Anual 2020” é apresentado no Mapeamento de Impacto.

Desde o início do isolamento social, os professores e demais profissionais da ONG estão mantendo contato constante com os alunos e seus familiares. Eles ministram aulas, indicam conteúdos para trazer arte ao isolamento e acompanham a situação das famílias, ajudando-as através da equipe de assistência social da Escola.

Desde 2015, a principal fonte de captação da EMR é a Lei Federal de Incentivo à Cultura, trabalhada pela Simbiose Social. Neste ano, com o Mapeamento de Impacto, a ONG já arrecadou mais de R$ 400 mil, e pretende bater a meta de R$ 1,4 milhão até o fim de 2020.

Para Gilberto Figueiredo, líder da instituição, a iniciativa é de extrema importância para as organizações, pois dá a elas visibilidade e torna possível que conheçam e apoiem o trabalho umas das outras. “O trabalho da Simbiose facilita o começo de relações de parceria, e esse é o princípio básico do trabalho social: a cooperação”, destaca Figueiredo.

Raphael Mayer, cofundador da Simbiose Social e vencedor do Prêmio Empreendedor Social de Futuro 2018, acredita que as ações contempladas pelo mapeamento são de suma importância para passar por um momento de crise como esse, assim como as ONGs são essenciais para o equilíbrio social.

 

Fonte: Folha Press


Redação Grupo Studio