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Grupo StudioVarejoBlack Friday: Os 10 produtos eletrônicos com maior imposto no Brasil

Black Friday: Os 10 produtos eletrônicos com maior imposto no Brasil

Os impostos cobrados dos produtos eletrônicos no Brasil são tão altos que esses produtos se tornam inacessíveis para muitos consumidores. Além disso, a penetração no mercado pelas empresas nacionais do setor se torna muito mais difícil.

Atualmente, os impostos no Brasil elevam o preço dos produtos eletrônicos em até 40%. E esse índice é ainda maior em alguns casos. Segundo pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o brasileiro paga em um console de videogame cerca de 72,18% em impostos.

Por isso, a Black Friday, semana de ofertas que acontece no dia 23 de novembro neste ano, traz uma grande expectativa entre os consumidores que anseiam adquirir bens de consumo a preços mais acessíveis.

Você sabe quais são os 10 produtos eletrônicos que têm mais imposto incidido no Brasil? Quais são as vantagens e desvantagens de comprá-los na Black Friday? A seguir, explicaremos quais são as taxas de impostos cobradas sobre esses produtos e daremos dicas de como aproveitar a Black Friday para conseguir preços vantajosos.

Saiba quais são os impostos cobrados sobre os eletrônicos

Embora tragam componentes importados, muitos produtos eletrônicos consumidos pelos brasileiros são produzidos no próprio País. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), 92% dos 52,1 milhões de celulares e smartphones vendidos por ano no Brasil são produzidos por aqui. No caso de computadores, 86% dos 6,2 milhões de equipamentos são feitos no país.

O maior tributo federal cobrado das indústrias é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que também incide sobre produtos importados. As tarifas do IPI sobre os mais diversos produtos estão definidas na TIPI, a tabela de incidência que lista produtos industrializados e suas respectivas percentagens de imposto publicada no Diário Oficial da União.

Mas, além da tabela do IPI, há ainda uma série de outros tributos cobrados sobre os eletrônicos, como Cofins, ICMS, PIS, entre outros. Os videogames, por exemplo, pagam 30% de IPI e 72,18% de impostos no total. Já uma câmera fotográfica paga 20% de IPI e 50,75% de impostos no total.

PRODUTOSIPITOTAL
Consoles e máquinas de jogos de vídeo40%70%
Videogames30%72,18%
Relógios25%56,14%
Câmeras fotográficas20%50,75%
Geladeiras15%46,21%
Televisores15%44,94%
Máquina de lavar 5%42,56%
Telefones celulares15%39,80%
Tablets15%39,12%
Notebooks15%38,62%

Em função dos impostos, alguns produtos eletrônicos importados e as suas partes e acessórios chegam ao país por preços muito mais altos que os praticados no exterior. Um iPhone 8, de 256 GB, por exemplo, custa cerca de R$ 1.500 antes de qualquer tributação brasileira. Porém, esse mesmo produto chega para o consumidor final sai por cerca de R$ 3.329.

Entenda como subiram os impostos de produtos eletrônicos

A partir de 2005, produtos como computadores, notebooks, tablets, smartphones, modems e roteadores tinham isenção da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins por causa do programa de inclusão digital criado pelo governo na época. O objetivo era reduzir a carga tributária, tornar o preço mais acessível aos consumidores de baixa renda e também diminuir a entrada de produtos de modo ilegal no país. 

A Medida Provisória 690, publicada 10 anos depois, em setembro de 2015, cancelou essa isenção com o objetivo de aumentar a arrecadação e recuperar o equilíbrio fiscal. Com a MP, as alíquotas do imposto sobre esses tributos para a venda no varejo passaram de zero para 3,65% ou 9,25%, dependendo do porte da empresa.

Em junho de 2019, o Governo anunciou que pretendia diminuir a carga tributária sobre produtos importados de tecnologia. A redução seria dos atuais 14% para algo em torno de 4%. Para justificar essa mudança nos impostos para importação, o Governo alega que esperava aumentar a produtividade e a competitividade entre empresas que utilizam componentes tecnológicos importados em sua rotina de produção.

O anúncio de que o Governo queria reduzir os impostos de produtos eletrônicos impostados pegou os fabricantes nacionais despreparados e impulsionou uma reação contrária por parte de representantes do setor. Eles afirmam que a redução de impostos de produtos importados fará com que os eletrônicos brasileiros percam espaço no mercado nacional, prejudicando as empresas e gerando desemprego.

Em agosto de 2019, o presidente Jair Bolsonaro reduziu os impostos sobre consoles e máquinas de videogames de jogos de vídeo, de 50% para 40% na tabela do IPI. Embora essas mudanças ainda sejam tímidas, muita gente comemorou quando esse novo decreto sobre o IPI foi publicado no Diário Oficial.

Veja as ofertas oferecidas pela Black Friday

A Black Friday deste ano está marcada para o dia 23 de novembro. Porém, algumas das grandes plataformas de e-commerce já estão oferecendo ofertas imperdíveis semanas antes. A Amazon brasileira, por exemplo, promoveu um esquenta pré-Black Friday, oferecendo até 80% de desconto em vários itens do site.

Vale a pena esperar pela Black Friday. As lojas fazem promoções mais agressivas a cada ano para atrair os clientes. Muitas delas começam a promoção uma semana antes e mantêm os descontos uma semana depois. Em muitos casos, o produto chega a aparecer mais barato do que no dia da Black Friday.

O evento é a segunda principal data para o varejo nacional, atrás apenas do Natal. A expectativa para este ano, de acordo com levantamento feito pela Ebit, é que o Black Friday movimente mais de R$ 3 bilhões em vendas no Brasil – superando o faturamento de 2018, que ficou na casa dos R$ 2,6 bilhões. Nesse período, é possível que as lojas virtuais brasileiras recebam mais de 10 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 350.

A plataforma Think with Google, do Google, fez um levantamento sobre os artigos mais vendidos na Black Friday brasileira. Os eletrônicos ocupam o top 5 e respondem por 51% dos desejos dos brasileiros na data. A liderança fica com os smartphones, com aproximadamente 40% das vendas. As TVs estão em segundo lugar.

A melhor maneira de saber se está mesmo pagando o melhor preço é pesquisar bastante na internet. Você pode encontrar sites comparadores de preço e comunidades voltadas à economia para usar como referência.

Fique atento às fraudes. Desconfie de descontos muito acima da realidade e tenha cuidado para evitar as páginas de phising – sites que se passam por outros para praticar fraudes ou roubar os dados de compras dos consumidores.

Como vimos, os altos impostos cobrados dos produtos eletrônicos no Brasil os tornam inacessíveis para muitos consumidores. Por isso, vale a pena aproveitar as promoções trazidas pela Black Friday para adquirir os seus produtos.


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Redação Grupo Studio