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Oriente Médio: cortes não aliviam crise de estoque de petróleo

A pandemia causada pelo novo coronavírus vem diminuindo a demanda por combustíveis e força produtores globais a realizarem cortes sem precedentes na produção. Contudo, a grande quantidade de petróleo tem deixado até o principal centro de comércio da commodity no Oriente Médio sem local para guardar os barris indesejados.

Operadores de terminais em Furaijah, nos Emirados Árabes Unidos, relatam que têm negado solicitações de trades e refinarias para estocar petróleo bruto e itens refinados, apesar de que há um atrás, contassem com um grande espaço. Os 14 milhões de barris de continência comercial de armazenamento de petróleo do porto são umas uma parcela do que a Arábia Saudita e Abu Dhabi repassam para suas estatais de petróleo.

Sem tanques disponíveis para locação, operadores passam por limitações em seu papel de coordenar suprimentos disponíveis e compradores. Com a quantidade excessiva de petróleo global, operadores encontram mais adversidades para reduzir os desequilíbrios do mercado e a cotação do petróleo, que já caiu aproximadamente 50% em 2020, só deixa o quadro ainda mais complicado.

Mesmo com o acordo entre produtores de petróleo para diminuir a produção global em até 10%, não será possível resolver a questão do armazenamento em Fujairah. Recentemente, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros, concordaram em reduzir a produção em 9,7 milhões de barris por dia. Estados Unidos e Canadá, pretendem bombear menos já que os preços estão baixos e muitas petroleiras não iriam conseguir obter lucros.

Apesar de um corte dessa grandiosidade possa compensar a demanda perdida de petróleo, ficaria abaixo da estimativa da Opep para a queda no consumo. Segundo a Trafigura, o consumo de petróleo deve cair em 35 milhões por dia, devido a extensão das medidas de isolamento social contra o novo coronavírus.

Fujairah

Nos últimos 30 anos, Furaijah consolidou sua posição na rede mundial de armazenamento e fornecimento de petróleo. Começou como uma estação de reabastecimento para navios-tanque que transportam petróleo do Golfo Pérsico para refinarias na China, nos EUA e em outros lugares. Em 2019, os estoques de óleo combustível e outros destilados pesados em Fujairah aumentaram mais de 30%.

Amrita Sem, analista-chefe de petróleo da Energy Aspecto, comenta que: “estamos ficando sem armazenamento porque a queda da demanda é muito forte”.

Dois projetos para adicionar mais de 62 milhões de barris de armazenamento terão início no próximo ano.

Fonte:  Bloomberg

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Redação Grupo Studio