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Mercado de mini-redes pode beneficiar rurais e os fora da rede

Dados levantados pelo Mercado Global de Mini-Grids 2020, publicado pela Bloomberg New Energy Finance e pela Sustainble Energy for All, aponta que as mini-redes podem desempenhar um papel crítico na distribuição de energia para comunidades e empresas rurais, além da conexão de 789 milhões de pessoas que estão sem acesso à energia no planeta. Entretanto, o mesmo levantamento mostra que esse mercado ainda não está pronto, mesmo tendo o menor custo para acesso à eletricidade em diversas áreas.

O relatório considera tecnologias, negócios, regulamentos, financiamento, economia e avaliação de impacto na indústria. Ele averigua as políticas mais eficientes para o progresso de mini-redes nos países, incluindo subsídios, licenciamento, tarifas e conexão à rede.

Para Damilola Ogunbiyi, CEO da Sustainable Energy For All, como resultado da pandemia causada pelo novo coronavírus, os países vão ter uma oportunidade única de recuperar e estabelecer melhor suas economias enquanto agilizam o acesso à energia.

O levantamento também prevê que 238 milhões de famílias precisarão ter acesso à eletricidade na África Subsaariana, na Ásia e nos países insulares até 2030 para atingir o acesso universal. As mini-redes podem amparar quase metade desse montante – aproximadamente 111 milhões de famílias. Isso reivindicará um investimento de capital de cerca de U$ 128 bilhões entre 2020 e 2030.

Existem dois obstáculos que necessitam ser superados para o embale das mini-redes. O primeiro deles, é que os clientes rurais que tem necessidade de acesso à eletricidade normalmente possuem demanda limitada de energia e muitas vezes, não conseguem pagar. O segundo, é que existe um falta generalizada de políticas e normas para incentivar as mini-grids, 14 financiadores dos Mini-Grids Funders Group aprovaram um total de US$ 2,1 bilhões até março deste ano, porém, somente 13% foram desembolsados.

O desempenho fraco supõe que devem ocorrer atrasos para obtenção de financiamento. Também, existe escassez de financiamento comercial puro, já que o mercado de mini-redes precisa de escala e o histórico dos projetos dos desenvolvedores é restrito.

Em março deste ano, o relatório avistou 7.181 projetos de mini-redes na Africa Subsaariana, Ásia e pequenas nações insulares com alguns na América Latina. Até 5.544 mini-redes estavam em operação, das quais 63% eram sistemas híbridos solares ou solares.

Fonte: CanalEnergia


Redação Grupo Studio