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Grupo StudioStudio EnergyIndústria Solar deverá crescer 50% em 2020

Indústria Solar deverá crescer 50% em 2020

O brasileiro pode produzir sua própria energia instalando sistemas solares em seus telhados desde 2012. A expansão da indústria brasileira de energia solar era certa e inevitável, de acordo com vários especialistas. Após sete anos apenas 0,2% dos consumidores de energia elétrica produzem a energia solar no país. Contudo, pode-se enunciar que este setor da economia enfim acelerou. Em 2020, a expectativa é que a indústria solar deverá crescer mais de 50%.

O alto preço das tarifas energéticas é um dos principais fatores que levam o brasileiro a optar por um sistema de energia solar. A escolha apresenta cada vez mais benefícios devido a constante evolução na tecnologia dos painéis fotovoltaicos. O prazo de retorno do investimento atualmente em painéis solar é de aproximadamente cinco anos.

A geração possui benefícios ambientes conhecidos. O método não queima combustíveis fósseis, como as termelétricas, nem gera áreas de alagamento, como as hidrelétricas. Esses benefícios formam motivação para fomentar o uso desta tecnologia. Porém, nem todos sabem que a geração distribuída de energia solar resulta também em grandes benefícios econômicos.

Em outubro de 2019, as distribuidoras de energia elétrica receberam uma proposta da Agência Nacional de Energia Elétrica –ANEEL- que tem como objetivo cobrar um tributo de 62% sobre qualquer brasileiro que deseje produzir eletricidade usando o sol. Essa normal aumenta o tempo de retorno do investimento em geração solar distribuída em mais de 20 anos.

O fundamento do tributo é baseado em um estudo realizado pelo Ministério da Economia, que estima perdas de R$ 21 bilhões para a sociedade, em 15 anos. O estudo aponta alguns erros, que, quando corrigidos, apontam que a energia solar gera aproximadamente R$ 5 bilhões em benefícios econômicos.

O Brasil conta com muitas características que o tornam extremamente favorável à produção de energia solar. O país possui uma das maiores taxas de irradiação solar do planeta e a composição da matriz energética é propícia para o aumento da energia fotovoltaica.

Usinas hidrelétricas geram impactos ambientes, afinal, implicam no alagamento de grandes áreas. De outra parte, a incidência solar é um parâmetro estável e muito mais previsível do que as chuvas que determinam o nível dos reservatórios das hidrelétricas. A geração solar é complementar à hidrelétrica – períodos de seca são os períodos de maior incidência solar e vice-versa.

A energia solar deixa o sistema energético brasileiro mais eficiente. A energia produzida nos telhados do país é descentralizada e local. A energia solar é injetada na rede de distribuição localmente, tornando-se consumida na própria vizinhança. Como o efeito é imediato, as distribuidoras deixam de comprar energia que seria produzida através de outras fontes, como hidrelétricas e termelétricas.

O método também possibilita que regiões afastadas adquiram autossuficiência energética, evitando assim os altos custos de construção de novas linhas de transmissão ou de instalação de sistemas isolados e, em última instância, desonerando a componente da tarifa de energia relativo ao subsídio que rateia esse custo entre todos os consumidores.

 


Redação Grupo Studio