RECEBA NOSSO CONTEÚDO DE FORMA GRATUITA DIRETAMENTE NO SEU EMAIL

Grupo StudioStudio EnergyEneva quer fusão com AES Tietê

Eneva quer fusão com AES Tietê

A elétrica Eneva enviou à geradora AES Tietê, da norte-americana AES, uma proposta de combinação de negócios entre as companhias que resultaria na criação de uma “gigante no setor de geração” no Brasil, informaram as empresas em comunicados no dia 2 de março.

A oferta, que é válida por 60 dias e ainda será analisada pela AES Tietê, envolveria um total de cerca de 6,6 bilhões de reais, sendo 2,75 bilhões de reais em dinheiro e aproximadamente 3,9 bilhões de reais em ações da Eneva.

A transação consideraria um prêmio de 13,3% sobre o preço das ações da AES Tietê, segundo a Eneva, que defendeu que o negócio resultaria na segunda maior empresa privada de geração de energia listada no Brasil.

A Eneva, que tem como maiores acionistas o BTG Pactual e a Cambuhy Investimentos, empresa da bilionária família Moreira Salles, cada um com 22,95% das ações, opera principalmente termelétricas a gás, com portfólio que soma 2,8 gigawatts em capacidade instalada, dos quais 78% já operacionais.

Já a AES Tietê possui um grande parque de hidrelétricas e mais recentemente passou a apostar na expansão por meio de usinas eólicas e solares. A companhia possui 3,35 gigawatts em capacidade instalada total, com projetos em implementação que a levarão a alcançar 3,9 gigawatts.

A combinação dos negócios levaria a uma companhia que chegaria aos 6,4 gigawatts em capacidade até 2024, contra cerca de 8,7 gigawatts da atual líder privada em geração no Brasil, a Engie Brasil Energia, da francesa Engie, e 8,3 gigawatts da CTG Brasil, unidade local da chinesa Three Gorges Corporation, que não é listada.

“Há muito valor a ser gerado através dessa combinação de negócios. No fundo, grande parte do mérito da operação está em você consolidar um portfólio que combina ativos hídricos com termelétricos, eólicos e solares”, disse à Reuters o presidente da Eneva, Pedro Zinner.

“A nova companhia passaria a ter uma geração de caixa mais estável, um risco de crédito menor, melhor acesso ao mercado de capitais. De certa forma, mais preparada para crescer e atender à demanda do setor de energia nos próximos anos”, acrescentou.

As units da AES Tietê dispararam após a notícia e operavam em alta de cerca 21% por volta das 13h (horário de Brasília), enquanto os papéis da Eneva avançavam 5,78%. No mesmo horário, o índice Ibovespa tinha alta de 1,4%.

A AES Tietê disse que analisará a oferta “de forma detalhada, mantendo o mercado informado sobre eventuais desdobramentos”.

O diretor financeiro da Eneva disse à que a combinação de ativos termelétricos da companhia com as hidrelétricas e os ativos eólicos e solares da AES Tietê seria um “casamento perfeito”.


Redação Grupo Studio