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Grupo StudioStudio EnergyEfeito coronavírus: redução no consumo comercial e industrial de energia

Efeito coronavírus: redução no consumo comercial e industrial de energia

A imprensa especializada no setor energético e da economia nacional comentou na última quarta-feira (17) que o mercado espera uma redução no consumo comercial e industrial no Brasil devido ao efeito do coronavírus, com uma queda consequente no preço da energia no mercado livre para o segundo trimestre.

De acordo com o levantamento da imprensa em fontes como a curva Forwar divulgada pela empresa Dcide, uma especialista tecnológica para o setor de energia elétrica, o preço da energia no mercado livre para os próximos meses de abril até junho devem recuar algo em torno de 27% para a fonte convencional e perto de 21% no caso da energia incentivada. Esta avaliação é realizada a partir de uma análise de contratos registrados na plataforma da empresa.

A energia convencional no Sudeste/Centro-Oeste estava sendo negociada há R$ 106,00/MWh para abril, caiu para R$ 90,00 ao longo dos últimos dias. Para maio, o preço estava em R$ 127,50/MWh e caiu para R$ 93,49/MWh. Para junho, o preço saiu de R$ 171,50/MWh para 127/MWh.

A Agência CanalEnergia constatou que consumidores estão tentando renegociar contratados em função da redução das atividades provocadas pela pandemia de coronavírus no Brasil. O avanço do Covid-19 fez as empresas adotarem medidas para preservação da saúde de seus funcionários.

O diretor de Operações da Electra Energy, Leonardo Salvi, comenta que: “não temos um estudo específico sobre o impacto da pandemia na carga, mas já observamos muitas empresas flexibilizando jornadas de trabalho e, na medida do possível, liberando os funcionários para fazer home office, o que tende impactar no consumo de energia das empresas” .

A expectativa do mercado é de redução no consumo de energia nos setores comercial e industrial; em contrapartida, espera-se um aumento no consumo residencial, porém, este setor está concentrado no mercado regulado.

Rodrigo Pedroso, CEO da Pacto Energia, pondera que o setor industrial representa uma parcela importante do consumo elétrico do país, porém essa participação já não é majoritária como era antes de 2008.

“É importante lembrar o que vivenciamos durante a greve dos caminhoneiros em 2018. Houve uma retração muito grande no consumo, mas logo após a greve a gente teve um consumo industrial recorde, porque as fábricas precisavam repor tudo aquilo que não foi produzido naquele período”, destacou Pedroso, que acha prematuro afirmar que o coronavírus vai impactar definitivamente os preços do mercado livre.

Para o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, o momento é crítico para a economia do país, mas pode representar uma oportunidade de migração para os empresários que ainda não optaram pelo mercado livre de energia. Em sua opinião “como os contratos fechados não trazem nenhuma alteração na energia contratada, é no mercado livre – regulado pela lei da oferta e da procura – que o empresário tem uma oportunidade para o restante do ano em realizar novos negócios com valores mais atrativos”.

Já na avaliação do presidente da Copel Energia, Franklin Miguel, alguns segmentos deverão apresentar uma redução significativa no consumo no curto prazo, com a demanda voltando em um patamar menor no segundo semestre.

“No nosso modelo de preço, o impacto da ENA (Energias Naturais Afluentes) é maior do que o da carga. Se tivermos uma seca nos próximos meses, o preço pode voltar aos patamares antes da crise”, comentou o executivo.


Redação Grupo Studio