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Como entender a conta de luz

Entender o funcionamento da conta de luz é um processo importante para saber se ocorre alterações nos valores tanto para as empresas quanto para as residências. Mensalmente recebemos as contas, com vários números, várias informações e não sabemos se estamos pagando certo, se o valor está sendo tributado da forma correta, se existe algum incentivo que a gente poderia estar trazendo.

 

 

Existe um estudo da CNI (Federação Nacional das Indústrias que afirma que o Brasil tem a quinta tarifa mais cara do mundo e o que mais chama a atenção é como o país chegou a esses custos. Quando focamos na indústria, na composição de custos, temos o CNB que é o Custo de Matéria Prima, a DGF Esquerda Geral de Fabricação e a gente tem a conta de energia elétrica com um valor muito significativo, fazendo com que a gente pague muito mais caro.

Como funciona o uso de energia atualmente no Brasil

Isso ocorre devido aos problemas políticos que o país vem enfrentando ao decorrer dos anos, por falta de investimentos na área de energia fotovoltaica e por causa da alta carga tributária, fazendo com que tanto os empresários como a pessoa física pague muito mais impostos do que deveria.

Possivelmente nos próximos anos,  não haverá uma solução tão imediata por que será necessário um investimento  do setor público em conjunto com o setor privado, para que realmente sejamos competitivos nesse segmento.

O ambiente de comercialização de energia, atualmente é dividido em duas partes, uma é livre e a outra é regulamentada. A diferença entre elas é que a livre são os auto geradores onde 90% do consumo é industrial, ou seja, grandes empresas com alto consumo de energia elétrica.

A comercialização de energia regulada é a mais comum, que passa para as residências, comércio, para uma pequena parte da indústria e é de baixo consumo. Nessa modalidade, nós encontramos duas tarifas, o custo da energia elétrica e as taxas de distribuição.

No Brasil a unidade de energia consumida é chamada de quilowatt hora, ou seja, a energia que é gasta para um determinado equipamento elétrico funcionar. É muito semelhante quando uma pessoa que vai fazer corrida.  Por exemplo, ao fazer cooper por 10 minutos se gasta uma quantidade de “X” calorias. Para a energia elétrica a lógica é semelhante: uma quantidade de energia elétrica é uma quantidade de energia que se utiliza para transformar tal energia em outro tipo de movimento.

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Como é calculado o fornecimento de energia?

Para mostrar um exemplo de como se calcula esse fornecimento de energia e quanto determinado aparelho consome, podemos usar um exemplo bem simples: o da lâmpada. Uma lâmpada de 100watts que funciona por 10 horas por dia, durante 20 dias no mês. Deve-se deve multiplicar os valores, ou seja, 100w de potência da lâmpada vezes 10 horas por dia vezes 20 dias por mês. Isso vai nos dar um total de 20 mil watts ou de 20 kwh nas horas que aquele equipamento ficou ligado durante um dia. Esse cálculo funciona para qualquer equipamento utilizado.

Existe uma tabela de comparação entre dois grupos de consumidores, o grupo A e o grupo B, o que diferencia esses grupos é quantidade de tensão que cada um recebe.

O grupo A recebe em média tensão enquanto o grupo B recebe baixa tensão. Quando observamos  um transformador ligado na frente de uma empresa, o fio que sai de lá entra em uma rede da empresa transformando a energia a uma tensão mais adequada para ser usada pelos equipamentos.

 

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No grupo B, a energia já chega com uma tensão mais baixa para que ela possa ser consumida pelos equipamentos de uma casa: uma televisão, um computador, etc. Em relação aos subgrupos, o grupo A é composto pelos grupos A1, A2, A3 que são os grandes consumidores de energia e demandam mais de 2,5 mw e os grupos A3, A4 e A5, que necessitam de uma demanda menor que 2,5 mw.

O grupo mais comum de ser encontrado em conexões de alta e média tensão dentro do grupo é o A4. Já no grupo B, os principais grupos são o B1 residencial, B2 rural e B3 comércio. O pagamento mínimo também é outro item que difere os dois grupos, qualquer consumidor de energia deve fazer o pagamento mínimo para a distribuidora ter acesso ao fornecimento de energia.

No grupo A esse pagamento se chama demanda contratada, que é uma quantidade de energia disponibilizada em determinado momento para aquela unidade consumidora. No caso do grupo B, esse pagamento é chamado de taxa de disponibilidade da rede, que pode variar se a conexão for monofásica, bifásica ou trifásica, que é mais ou menos como funcionam os bares e casas de show, onde existia a consumação mínima, ou seja, um consumo mínimo que a distribuidora cobra dos consumidores ao longo do mês.

 

 

Quem está conectado a uma rede monofásica, tem uma taxa mínima de 30 kwh por mês, por exemplo, uma pessoa que mora em uma casa que tem conexão de uma fase e resolve tirar férias de três meses, no dia que eu vou viajar, eu desconecto todos os viajando a concessionária todos os meses, mesmo desconectado vai me mandar uma conta equivalente a como se eu tivesse consumido 30 kwh.

 Por exemplo, se você paga 80 centavos de tarifa, todos os meses a conta vai chegar com 30 kwh vezes 80 centavos de tarifa, chegando ao valor de 24 reais por mês de tarifa.

Outro diferencial entre os grupos A e B são as características de tarifa. A Tarifa do grupo A é Binômia, consiste na demanda contratada e do consumo de energia e a divisão dos horários de ponta e fora de ponta, então, as unidades consumidoras do grupo A pagam tarifa diferente para aqueles horários que são entre seis da tarde e nove da noite em dias úteis e nos demais horários e finais de semana, se cobra uma tarifa que é chamada de fora de ponta.

No grupo B é cobrada uma tarifa monômia, com tarifa horária única, que significa que não se paga a demanda contratada então não importa se eu ligo o chuveiro para tomar banho às 6 horas da manhã, meio dia, uma da tarde, sete da noite, enfim, o preço do quilowatt que eu vou usar vai ser o mesmo independente do horário.

Na conta de luz é possível encontrar informações importantes que são os dados do consumidor, os dados da unidade, que não necessariamente são os mesmos do consumidor, por exemplo, se um usuário possui um apartamento de férias no litoral, ele pode receber a conta de energia na sua residência fixa, o que altera os dados – a conta também exibe o código de conexão do consumidor na distribuidora que é importante caso precise de alguma interação com a empresa e o cpf ou cnpj do consumidor além do valor total a pagar e o vencimento da conta.

 

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O Brasil conta com centenas de distribuidoras que costumam exibir essas informações de formas diferentes

No caso da conta de luz da RGE podemos encontrar uma descrição dos serviços que estãos endo cobrados na conta, ou seja as duas discriminações que compõem a tarifa efetiva, a TE (Tarifa de Energia) que se compra e se paga na conta de energia e a TUSD (Tarifa do Uso do Sistema de Distribuição) que é o pagamento realizado por toda a infraestrutura que é usada para carregar toda a energia gerada até a unidade consumidora.

A soma das duas tarifas forma a tarifa efetiva, abaixo encontramos a bandeira tarifária,  que é obrigatória. A bandeira tarifária é um acréscimo na cobrança da conta de cada um que pode ser amarelo, vermelho ou verde e tem alguns critérios para que isso aconteça.

 

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A bandeira verde é quando a matriz energética nacional está funcionando normalmente e é em torno de 211 mw/h. Se o operador precisar ligar as termelétricas e a energia ficar entre 200 mw/h e 420 mw/h á gente já tem a bandeira amarela e um acréscimo na conta de luz. Caso a tendência de consumo aumente de 420 até 610 mw, se dá a incidência da bandeira vermelha patamar 1, se isso aumentar, a bandeira vermelha patamar 2 e se paga um valor bem significativo por isso.

É importante lembrar que quem gera a sua própria energia não precisa de pagar essas bandeiras tarifárias, gerando uma economia para a empresa. A conta de energia conta com a disseminação dos impostos que estão sendo pagos e um histórico de consumo dos 13 últimos meses.

 

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 É importante saber que tudo que não for corretamente dimensionado dentro de uma instalação pode afetar o consumo, se existe qualquer tipo de variação de tensão elétrica dentro de uma casa ou empresa, pode afetar diretamente o consumo e pode reduzir a vida útil dos equipamentos que estão sendo utilizados nessa rede.

Algumas distribuidoras exibem nas contas os limites máximos e mínimos de tensão fornecida, por isso é importante que o consumidor fique sempre atento a  conta.

A Studio Energy é uma empresa do Grupo Studio e entende muito de todo esse processo e tem como ponto principal ajudar o empresário a reduzir os custos do consumo de energia para empresas através da utilização de energia renovável.


José Carlos Braga Monteiro

Detentor das empresas Studio Fiscal, Studio Law, Studio Corporate, Studio Brokers, E-Fiscal, E-contábil e Studio Energy, o Grupo Studio apresenta serviços corporativos inteligentes com uma experiência de mais de 20 anos. Presente em todo o território nacional por meio de seus franqueados e aliançados, o Grupo Studio apresenta uma grande sinergia quanto aos seus modelos de negócio, oferecendo soluções completas para empresas.