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Cogeração de energia elétrica chega a 18,8 GW no país

A cogeração em operação comercial no país já possui 634 usinas, representando 18,8 GW de capacidade instalada – o que equivale mais de 10% da matriz elétrica brasileira (170, 1 GW) e corresponde a 1,3 usinas hidrelétricas de Itaipu (14 GW).

Desde montante, 62% representam a cogeração a partir da biomassa da cana-de-açúcar. Logo após, está a cogeração movida a gás natural que representa uma parcela de 17%. Em terceiro, está o licor negro com 15%. As informações foram divulgadas através de um levantamento mensal da Associação da Indústria de Energia, a Cogen.

No decorrer do mês de junho, foram adicionados ao sistema 75 MW, procedentes de duas usinas de bagaço de cana. No mês de maio, foram acionadas 51 MW das usinas paulistas. O incremento da atividade foi de 183 MW no primeiro semestre, o que significa 1,1% a mais que o mesmo período em 2019.

O estado de São Paulo figura o topo do ranking por unidades da federação com 221 usinas e 6.967 MW instalados, resultando em 36,05% do total nacional. Logo após, está Mato Grosso do Sul, que conta com 28 usinas e 1.836 MW, o que significa 9,87% do país. Também se destacam na lista os estados de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.

Newton Duarte, presidente executivo da Cogen, exalta o aumento dos empreendimentos de biogás, que batem a marca de 53, representando 387 MW e mais de 2% da atividade. Entretanto, o foco agora é buscar uma solução para fomentar a cogeração no país, que pode passar pelo ato de uma audiência pública para tratar de um modelo para a contratação de Geração Distribuída (GD) no mercado regulado (ACR).

Para o diretor de Tecnologia e Regulação da Cogen, Leonardo Caio, o ideal é que essas CPs fossem realizadas antes dos leilões A-4 e A-6, que foram postergados devido à pandemia. Afinal, isso iria possibilitar que as concessionárias tivessem direito de adquirir uma parcela de sua demanda proveniente da GD para sanar a uma necessidade específica, evitando o risco de intermitência.

“Além de não ter custo adicional com a compra dessa energia, as distribuidoras poderão com esse mecanismo evitar ou adiar investimentos próprios para reforçar ou expandir suas  próprias redes de transmissão e distribuição”, comenta o diretor.

Fonte: Canal Energia


Redação Grupo Studio