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Apagão: Califórnia aprende lição na transação para energia limpa

Os primeiros apagões na Califórnia desde a crise de 2001 revelam que conseguir energia 100% livre de carbono não é tão simples quanto parece.

A pior onda de calor em gerações fomenta uma quase recorde por eletricidade. Com a rápida elisão de combustíveis fósseis no estado, ficou ainda mais complicado assegurar a permanência das luzes acesas.

Dirigida por uma das políticas de energia limpa mais ambiciosas do planeta, a Califórnia fechou usinas movidas a gás natural, no esforço para conseguir energia sem carbono. Os apagões geram muitos questionamentos se essa mudança não ocorreu de forma precipitada.

Para o governador Gavin Newsom, o estado americano precisa “acordar para a realidade de que, nesta transição, precisamos fazer mais e estarmos muito mais atentos à nossa capacidade de fornecer backup e seguro”.

Regiões que costumam lidar com condições climáticas extremas, optam por usar energia convencional para atender à demanda. No ano passado durante uma onda de calor, usinas nucleares ajudaram manter as luzes acesas em Paris. Em Londres, distribuidoras de eletricidade dependem de usinas movidas a carvão a gás.

Porém, a Califórnia, que conta com uma das redes elétricas mais limpa dos EUA, aposentou 9 gigawatts de geração de gás nos últimos anos, na tentativa de deixar toda a rede verde até 2045. O estado também obtém mais de um terço da energia através do gás, mas isso nem sempre é suficiente para atendar à demanda em horários de pico.

A Califórnia, que já estava na liderança da transição energética, virou campo de testes para alcançar neutralidade em carbono rapidamente. Este é também um objetivo explícito do candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden. Os apagões revelam a dificuldade disso, mas podem ensinar outras economias com ambições semelhantes.

O operador da rede do estado atribuiu os apagões a uma “tempestade perfeita” formada por calor extremo e demanda excepcionalmente alta, além da seca que limita os recursos hidrelétricos e a diminuição da importação de eletricidade de estados vizinhos, que também lutam para manter os aparelhos de ar-condicionado funcionando.

Para agravar o problema, houve desligamento inesperado de 1 gigawatt de energia eólica no sábado, juntamente com uma usina movida a gás.

Fonte: InfoMoney


Redação Grupo Studio