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Airbus apresenta três aviões-conceito movidos a hidrogênio

A Airbus apresentou três aviões-conceito movidos a hidrogênio, que poderão estar no mercado até 2035.

Contudo, a empresa não deu maiores detalhes técnicos do sistema de propulsão das aeronaves de emissão zero, batizadas de ZEROe.

“Nos próximos meses, vários programas de demonstração de hidrogênio, que testarão células de combustível de hidrogênio e tecnologias de combustão de hidrogênio, deverão ser formalmente lançados. Estima-se que um protótipo de aeronave em escala real seja lançado no final da década de 2020,” anunciou em nota.

Se esses programas tecnológicos tiverem sucesso, ainda restarão desafios importantes para a migração do atual querosene de aviação, derivado do petróleo e com pesada pegada ecológica, para o hidrogênio limpo.

O principal deles será o desenvolvimento de um sistema limpo de produção do próprio hidrogênio, hoje produzido a partir do metano, com uma pegada similar à de qualquer derivado do petróleo.

O segundo desafio será, uma vez garantido o suprimento de hidrogênio limpo, um pesado investimento dos aeroportos em infraestrutura de abastecimento para receber os aviões, uma vez que se presume que o hidrogênio deverá ser mantido e fornecido aos aviões em estado líquido, o que exige um resfriamento criogênico.

O modelo que mais chama a atenção pelo ineditismo é um avião-asa. Esta configuração apresenta um interior excepcionalmente amplo, abrindo assim várias opções para armazenamento e distribuição de hidrogênio.

Neste conceito, os tanques de armazenamento de hidrogênio líquido ficam na parte inferior da estrutura. O avião é impulsionado por dois motores turbofan híbridos de hidrogênio.

“O hidrogênio tem uma densidade de energia volumétrica diferente do combustível de aviação, por isso temos que estudar outras opções de armazenamento e arquiteturas de aeronaves diferentes das existentes,” explicou Jean-Brice Dumont, chefe de engenharia da Airbus. “Isso significa que a aparência visual das nossas futuras aeronaves com emissão zero mudará. Essas três configurações nos fornecem algumas opções interessantes para uma exploração futura.”

Em relação às aeronaves, existem dois grandes tipos de propulsão de hidrogênio: a combustão do hidrogênio e as células a combustível de hidrogênio, que transformam o gás diretamente em eletricidade, que pode então ser usada para impulsionar motores elétricos comuns.

As três aeronaves-conceito ZEROe são todas aeronaves híbridas. Isso significa que elas seriam movidas por motores de turbina a gás modificados para queimar hidrogênio líquido como combustível. Ao mesmo tempo, elas também usariam células de combustível de hidrogênio para criar energia elétrica para complementar a turbina a gás, resultando em um sistema de propulsão híbrido-elétrico.

No entanto, cada opção de avião tem uma abordagem ligeiramente diferente para integrar o sistema de armazenamento e distribuição de hidrogênio líquido. Segundo a empresa, seus engenheiros idealizaram “soluções de integração que levam em consideração cuidadosamente os desafios e possibilidades de cada tipo de aeronave”.

Fonte: Inovações Tecnológicas


Redação Grupo Studio