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Por que aplicar a governança corporativa em supermercados

A gestão eficiente de supermercados consiste na administração eficaz com aplicação de estratégias, práticas e ferramentas que colaboram para um foco preciso na redução de custos e alcance de metas. Em outras palavras, uma boa gestão é aquela que dá atenção às diversas áreas que fazem parte do negócio estabelecendo processos de melhoria contínua em todos os departamentos. Dessa forma, é possível garantir a expansão constante da marca e identificar gargalos que possam afetar a lucratividade.

 

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O foco do gestor de sucesso é a integração de processos, automatizar o fluxo de trabalho, sistemas de gestão e relatórios gerenciais garante o cumprimento de metas e objetivos.

Até aqui, tenho certeza que você concorda comigo e talvez até já tenha implementado algumas práticas ou ferramentas que auxiliam na gestão do seu negócio. Mas para que as mudanças sejam efetivas, é preciso que as metas estejam claras e os objetivos da organização sejam conhecidos por todos os envolvidos.

É nesse momento que você precisa entender mais sobre o conceito de governança corporativa e como ela está relacionada com o cotidiano dos supermercados. Continue a leitura deste artigo e entenda como a governança corporativa está diretamente ligada à empresas mais estruturadas e estabelecidas no mercado.

Ao contrário do que muitos pensam, a gestão de supermercados não se limita ao setor de compras e controle de estoque.  Para um gerenciamento estratégico, o gestor precisa conhecer todas as áreas que envolvem o negócio como: gestão de pessoas, comportamento do consumidor, pesquisa de mercado, marketing no varejo, formação e gestão de preços, finanças, responsabilidade social, logística, tecnologia aplicada ao varejo, gestão de processos, prevenção de perdas e, em alguns casos, e-commerce.

A complexidade dessa atividade se dá por contemplar todos os desafios do varejo e da própria administração. Por mais que praticamente todos os donos de redes tenham os mesmos objetivos: expandir o negócio, melhorar o gerenciamento, reduzir custos e aumentar o faturamento, encontrar os gargalos que impedem a empresa de alcançar melhores resultados é o verdadeiro desafio.

Para isso, é preciso ir além e desenvolver processos realmente eficientes, otimizar os diferentes recursos disponíveis e construir uma cultura organizacional sólida em prevenção de perdas.

 

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Segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), a quebra operacional é a principal causa de perdas em supermercados.

“A prevenção de perdas é preocupação constante da ABRAS, que por meio do seu Comitê de Prevenção de Perdas e Desperdício de Alimentos procura disseminar a cultura da área nas empresas, que precisa ser vista como um investimento e não como gasto operacional.

A Avaliação de Perdas é a principal fonte de informação do setor. Somente com a identificação do que está dando errado é que podemos elaborar ações bem sucedidas, para prevenir as perdas”, destaca o presidente da ABRAS, João Sanzovo Neto.

Em pesquisa com os donos de supermercados, a ABRAS identificou que somente 68% possuem área de prevenção de perdas na empresa. Isso representa um aumento de 8% em relação à 2016, demonstrando que a preocupação com evitar desperdícios para aumentar o lucro tem se tornando uma prática cada vez mais aplicada ao setor.

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Para que essa seja a realidade no cotidiano do negócio, os empresários contam com um setor que ganha cada vez mais espaço nesse mercado: a governança corporativa.

 

O que é governança corporativa

Segundo o IBGC, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa:

Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas e demais organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas, envolvendo os relacionamentos entre sócios, conselho de administração, diretoria, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas”.

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O Grupo Studio define governança corporativa como um instrumento que busca vedar a utilização indevida da empresa por parte de colaboradores e administradores, para que não sejam tomadas decisões contrárias ao interesse da sociedade e em favor de benefícios particulares.

Dessa forma, são examinadas as relações externas com fornecedores e clientes, bem como relações internas entre sócios/acionistas e os procedimentos fiscalizatórios, de modo que sejam implementadas técnicas e instrumentos que favoreçam uma gestão mais profissional e transparente da empresa, além de obstaculizar o desvio da finalidade do objeto social.

Ou seja, a governança corporativa estipula as regras que dão sentido à rotina do negócio objetivando mais agilidade, transparência e autonomia às atividades da empresa, assegurando que as definições e práticas estejam alinhadas com os interesses da alta gestão. Ela garante que os processos e as estratégias estão sendo corretamente seguidos, além de promover uma cultura de prestação de contas.

Em supermercados, onde os processos dependem diretamente das pessoas para sua correta condução, é importante que haja monitoramento. Essa regulação da relação entre administradores e donos é feita de três formas:

Regras

Estipular normas colabora para estruturar a organização, limitar o comportamento indesejável e conduzir as decisões da operação.

Auditorias

Fundamental para checar se as regras previamente estabelecidas estão sendo cumpridas corretamente.

Autonomia

Aqui é preciso atenção para encontrar equilíbrio. Limitar a atuação dos administradores colabora para o cumprimento das diretrizes de acordo com os interesses da alta gestão. Por outro lado, limitar demais pode tirar poder de ação do administrador e tornar os processos ineficientes.

Empresas que contam com práticas de governança são mais bem vistas no mercado, seja porque demonstram maior transparência, seja porque contam com mecanismos internos de resolução de conflitos.

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Principais benefícios da governança corporativa:

  • Converter princípios, missões, valores e outros conceitos abstratos em ações concretas e efetivas.

  • Alinhar os interesses de diversos stakeholders, como acionistas e executivos, para que se definam os melhores objetivos estratégicos para a organização.

  • Descentralização da tomada das decisões estratégicas e mais transparência em sua motivação.

  • Preservar o valor da organização em longo prazo, garantindo sua longevidade econômica de forma sustentável.

  • Promover uma gestão organizacional de qualidade e que facilite o acesso aos recursos e as fontes de financiamento necessários para seu crescimento.

  • Melhoria da imagem da empresa e valorização de sua marca.

  • Em empresas familiares, promover a capacitação e a escolha de herdeiros e administradores adequados para o negócio.

 

Governança é uma jornada, não um destino

As boas práticas de governança corporativa convertem princípios básicos em recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor econômico de longo prazo da organização, facilitando seu acesso a recursos e contribuindo para a qualidade da gestão da organização, sua longevidade e o bem comum.

Novos processos, ferramentas e tecnologia não são garantias de melhora. A mudança mais significativa só virá quando houver comprometimento verdadeiro dos líderes com observância, no dia a dia, de princípios éticos.

Muitas vezes, uma empresa deixa de crescer e de tomar boas decisões devido à resistência de seus sócios em flexibilizar seus negócios, em acompanhar as tendências do mercado e em manter um controle mais efetivo do quadro de equipes e funcionários sob sua responsabilidade. Isso prejudica as chances de sobrevivência da empresa, além de diminuir sua eficiência administrativa.

Crescer com governança corporativa, entre outras coisas, significa aprimorar os processos de administração da empresa. Certas práticas podem representar uma enorme fonte de vantagem competitiva no mercado.

Encontrar um ponto de equilíbrio é o grande dilema da governança corporativa ideal!

Quer se aprofundar no assunto e saber mais sobre a governança corporativa? A rede Studio Corporate é o braço de soluções corporativas estratégicas do Grupo Studio, atuando com ferramentas gerenciais visando otimizar a operação do cliente e lhe proporcionar maior segurança nos seus negócios. Converse sem compromisso com um de nossos especialistas e tire suas dúvidas.


José Carlos Braga Monteiro

Detentor das empresas Studio Fiscal, Studio Law, Studio Corporate, Studio Brokers, E-Fiscal, E-contábil e Studio Energy, o Grupo Studio apresenta serviços corporativos inteligentes com uma experiência de mais de 20 anos. Presente em todo o território nacional por meio de seus franqueados e aliançados, o Grupo Studio apresenta uma grande sinergia quanto aos seus modelos de negócio, oferecendo soluções completas para empresas.