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Grupo StudioVarejoHub Capital fecha parceria com Modalmais

Hub Capital fecha parceria com Modalmais

Há cerca de um ano a Hub Capital tornou pública a aquisição da carteira da corretora capixada Uniletra, abdicou do negócio e agora passa a integrar a estrutura do banco digital Modalmais. O acordo foi anunciado ao Banco Central no mês de dezembro.

Com a transação encerrada, o modelo de negócio foi alterado. O ex-XP Investimentos Alexandre Marchetti, criador da Hub, e outros executivos envolvidos no projetos passam a ser sócios do Modalmais. Será formado um grupo que desenvolverá o relacionamento com agentes autônomos, consultores e gestores de carteiras administradas. Os assessores estarão ligados de maneira tradicional, distribuindo os produtos disponíveis no Modalmais, sem um vínculo societário, como idealizando por Marhetti quando formou a Hub.

“O Modalmais era forte no varejo e no ‘trade’ e o segmento de alta renda precisaria de uma forma híbrida para atender, a plataforma [digital] não era suficiente”, diz Cristiano Ayres, coexecutivo-chefe do Modalmais. “Esse era o próximo movimento que a gente ia desenvolver, e agora vamos conseguir juntar relacionamento com tecnologia bancária.”

A plataforma Modalmais foi convertida em banco digital e com isso será possível oferecer crédito, conta corrente, pagamento de contas e acesso a títulos bancários sob a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Marchetti explica que os contratos de custódia fechados sob a marca Uniletra/Hub agora serão transferidos para o Modalmais, com a devida anuência dos investidores. Segundo o executivo, a Hub já tinha R$ 2,2 bilhões sob seu guarda-chuva, com outros R$ 6 bilhões em processo de transferência. Ao se conectar ao Modalmais, a expectativa é que a custódia de investimentos seja ampliada então em R$ 8,2 bilhões, somando-se aos cerca de R$ 7 bilhões que o banco digital já detém, com cerca de 670 mil clientes. Até aqui, a Hub tinha selado acordo com 35 escritórios, com cerca de cem assessores.

Na análise do executivo, há uma lacuna para atender o cliente que tem entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões, com acesso restrito nos escritórios de grandes fortunas e que nas plataformas de investimentos não conseguem ser servidos pelo modelo fiduciário — em que pagam uma comissão em cima do patrimônio administrado e não os rebates e spreads embutidos nos produtos que adquirem. “A grande maioria dos agentes autônomos deveria ir para o modelo fiduciário, que é mais transparente e alinhado com o cliente final, que vê todos os ‘fees’ que [o assessor] está recebendo”, diz Marchetti.

Fonte: Valor Investe


Redação Grupo Studio