RECEBA NOSSO CONTEÚDO DE FORMA GRATUITA DIRETAMENTE NO SEU EMAIL

Grupo StudioStudio CorporateGestora quer lançar fundo de crédito de fintechs no Brasil

Gestora quer lançar fundo de crédito de fintechs no Brasil

A Franklin Templeton decidiu apostar no mercado de startups financeiras em meio ao cenário de juros baixos e expectativa de retomada econômica. A gestora quer lançar neste ano um fundo composto por crédito de fintechs locais, que pretende ser o primeiro do tipo no mercado brasileiro.

“Meu dia-a-dia hoje é basicamente visitar fintechs”, disse Renato Pascon, gestor de fundos multimercado e renda fixa da gestora norte-americana, que administra globalmente US$ 700 bilhões em mais de 170 países. Trata-se de uma mudança de rotina considerável para um executivo até então voltado para a análise macroeconômica do país.

Pascon está mapeando todas as fintechs ativas no Brasil para analisar seus algoritmos de concessão de crédito. O objetivo é eleger pelo menos uma dúzia de fintechs cujas debêntures e cotas de fundos de recebíveis estarão na carteira de um fundo que será oferecido aos investidores.

A gestora quer captar R$ 500 milhões em 12 meses e R$ 2 bilhões em três anos com o fundo, de forma a aproveitar a migração dos investidores para o crédito privado em busca de maiores retornos, já que a Selic está no piso histórico de 5,5%. Na avaliação de Pascon, o Brasil está na contramão da desaceleração econômica mundial, pois engata agora a saída de uma recessão profunda.

O crescimento das fintechs de crédito no Brasil também é impulsionado pela nova regulamentação do Banco Central, que tem o objetivo ampliar a concorrência com o incentivo do uso da tecnologia para reduzir o custo do crédito no país. Em abril do ano passado, o Conselho Monetário Nacional estabeleceu as regras para a atuação das fintechs de crédito e eliminou a necessidade de atuação em parceria com um banco tradicional.

Apostas

Em sua exploração do mercado brasileiro de crédito, a Templeton está investindo diretamente em duas fintechs. A gestora de recursos comprou debêntures no valor de R$ 50 milhões da Rebel, focada em empréstimo pessoal. Um segundo alvo foi a Weel, que atua com antecipação de recebíveis para pequenas e médias empresas, para a qual a Templeton fez um empréstimo conversível em ações de US$ 30 milhões.


Leia mais:

Assista também:


Redação Grupo Studio