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Grupo Studio Franquias Studio BrokersInvestimento no Brasil deve ser ampliado em 2020

Investimento no Brasil deve ser ampliado em 2020

Do ponto de vista da expectativa econômica, o empresariado deve aumentar os investimentos no Brasil em 2020. Segundo uma pesquisa realizada pelo O GLOBO com 12 empresários, o ano começa melhor que 2019. Operando em distintos setores, eles esperam para este ano um aumento mais robusto e a retomada dos investimentos.

As expectativas de expansão da economia estão de acordo com as projeções realizadas pelo mercado no começo deste ano: o país deverá crescer entre 1,5% e 3%. Índices mais relevantes do que o registrado nos últimos três anos – que foi de 1%.

O otimismo para 2020 está comprimido em uma mudança importante: o investimento está sendo direcionado ao setor produtivo. Com a taxa básica de juros no patamar de 4,5%, o país perde a atratividade para os investidores, que se aproveitavam das taxas elevadas. A perspectiva para o novo ano é de mais recursos para a qualificação das situações de produção.

Os bons olhos do empresariado, no entanto, não permite ignorar os riscos. O cenário externo ainda atravessa um momento de incertezas, com a dificuldade nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e as dúvidas sobre o governo atual na Argentina. Estas são circunstâncias que podem atrapalhar as pretensões brasileiras de vender mais a esses mercados.

Nos riscos internos, destaca-se o ritmo de andamento da agenda de reformas. Os empresários exigem rapidez principalmente na tributária. Se continuar, é grande a chance do empresariado acabar o ano ainda mais otimista do que começou.

Confira a visão dos empresários

O executivo iniciou o ano mais aliviado que começou em 2019. A aviação civil superou o fim da Avianca Brasil. Para 2020, a empresa pretende investir US$ 250 milhões na modernização da frota brasileira.

— O Brasil ganhou relevância para a Latam — comenta Jerome Cadier, presidente da Latam no Brasil, que prevê uma alta de 2% no PIB em 2020, puxada pela retomada da confiança de empresas e famílias.

Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, costuma prever as tendências da economia seguindo um indicador peculiar: o volume de eventos de negócios realizados nas 22 unidades da rede hoteleira Blue Tree, fundada em 1992.

— O ano de 2019 terminou num ritmo de reservas bem mais elevado do que começou — diz Chieko, que prevê uma alta de 2,2% do PIB para 2020, puxada pela maior disposição ao consumo por parte de famílias e empresas.

Para André Clark Juliano, presidente da Siemens no Brasil a economia deve crescer até 3% em 2020. Muito acima do esperado pelo mercado. Esse otimismo deve-se a queda da taxa de juros, que abriu margem para as empresas trocarem dívidas caras por mais acessíveis.

— O dinheiro que sobra está sendo reinvestido, o que é bom para o país — diz. — O Brasil deve atrair capital externo com o avanço de reformas como o novo marco do saneamento.

Rodrigo Galindo, que está à frente da Cogna, espera crescimento de 2,5% para a economia em 2020, na esteira da queda do desemprego e do aumento no consumo. Expansão em ritmo mais acelerado, mas, só com avanço de reformas como a tributária. A Cogna espera investir R$ 600 milhões na abertura de unidades de ensino e em novas tecnologias para o ensino à distância.

Fundadora do G2 Capital, Camila Farani, participa de um dos setores que mais celebram a queda dos juros. Fundadora da empresa de fundo capital de risco que financia start-ups, é sócia de outros dois fundos dedicados a negócios maiores, Camila vê uma migração de recursos de renda fixa, que perde lucratividade com a Selic baixa, para investimentos como os dela.

Em 2019, o setor movimentou R$ 8,9 bilhões, alta de 40% sobre o ano de 2018.

– Esse número deve aumentar pelo menos 30% em 2020 – pontua.

João Carlos Brega, presidente da Whirlpool América Latina, principal executivo para a América Latina de fabricante de eletrodomésticos, vê o Brasil iniciando em um clico virtuoso, com a conjunção de juros baixos e desemprego em queda.

— Não é uma fase só de reposição do que quebra, mas de comprar produtos novos, com a perspectiva de melhora da economia — diz ele, que prevê expansão de 2,2% a 2,5% para o PIB.

Fonte: O Globo.


Redação Grupo Studio