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Grupo Studio Franquias Studio BrokersExemplos de fusão de empresas?

Exemplos de fusão de empresas?

Por vezes, fusão de empresas aparece como sendo a melhor opção de uma companhia por diversos motivos, como expansão de mercado, entre outros.Mas nem todas as fusões são iguais. Muito pelo contrário. Elas apresentam diferenças sensíveis entre um tipo e outro.

Fusão de empresas se mostra uma alternativa inteligente para competitividade

Por este motivo, neste artigo, nós vou deixar claros os tipos de fusão de empresas que existem, para que desta forma você tenha uma visão mais ampla em qual delas o seu negócio (ou a companhia do seu cliente pode se encaixar).Pois com a informação correta consegue-se dar os passos decisivos em direção ao sucesso empresarial. Continue lendo para saber mais.

O que é fusão de empresa?

Antes de falarmos dos tipos possíveis de fusões que uma empresa possa realizar, vamos ar um passo atrás e pergunta: afinal de contas do que se trata fusão de empresa?

É a combinação de duas ou mais entidades que se juntam para fazer uma única companhia, de forma voluntária e completamente amparada pela jurisdição local.

Existem diversos tipos de fusões, assim como há vários motivos pelos quais resolvem fazer isto. Mas falaremos dos benefícios das fusões mais adiante. Sem dúvida, este processo, junto com o da aquisição, são um dos maiores aspectos do mundo corporativo financeiro.

Afinal, o mundo dos negócios muda constantemente. As necessidades dos consumidores mudam, a economia e as estratégias corporativas se transformam tanto que as empresas tem que se adaptar a novas realidades rapidamente. Então, neste mercado dinâmico, onde a única coisa constante é a própria mudança, que fusões empresariais acontecem o tempo todo.Mas, se olharmos historicamente, veremos que este processo não é novo. E é a isto que voltaremos nossa atenção no momento.

Fusão de empresas: Origem e história

Fusões existem por aí já faz algum tempo – não é de forma alguma um conceito novo que foi introduzido no mundo corporativo.

Ela começou a ter presença no mundo a partir da parte final do século XIX, e a crescente competitividade no cenário de negócios globais foi altamente instrumental na sua ampla aplicação.

Nós podemos dividir a fusão de empresas em grandes “ondas”, estágios onde ela acabou mudando seu caráter de acordo com o “modus operandi” época.

A primeira onda

A primeira onda foi conhecido como “grande movimento de fusões” na cena corporativa americana, por volta de 1893.  Ela foi caracterizada por fusões horizontais (vamos ver os tipos de fusões logo a seguir).

Isto era geralmente feito por corporações maiores que visavam aumentar a economia de escala, pois as companhias que se juntavam providenciavam os mesmos produtos e serviços.

Então, a formação de “trusts” se tornou a norma. Isto era muito atrativo para companhias que queriam estabelecer monopólios e maior dominação do mercado.

O período ente 1893 e 1904, e imediatamente antes da I Guerra Mundial, era o tempo da aurora dos gigantes manufatureiros e do transporte nos Estados Unidos, particularmente as indústrias de:

Aço;
Petróleo;
Mineração;
Ferrovias.

A indústria telefônica também se aproveitou das fusões horizontais da época.

Um dos principais exemplos de fusão de empresas desta época é a United States Steel Corporation, resultado da fusão de 3 companhias de aço – a Carnegie, a Federal e a National, além do J.P. Morgan, se tornando a maior empresa do mundo naquela época.

A segunda onda da fusão de empresas

A segunda onda se deu por causa das intervenções do governo, graças às fusões realizadas na primeira.

O governo da época se referia a estas práticas como “comportamento anticompetitivo”. Agora é a época das fusões verticais, voltadas mais para buscar eficiência, ajudando a reduzir custos. Este tipo de fusão envolve empresas que não são competidoras, mas sim colaboradoras.

O efeito desta onda é que ao invés de monopólios, estas fusões formava oligopólios. Ela começou em 1919 e teve fim com o “Crash” da bolsa de Nova Iorque, em 1929.

Aqui, os maiores “players” eram da indústria automobilística, com a Ford e a Fiat liderando este grupo. A indústria de petróleo e gás também teve que se adaptar a este novo cenário.

A terceira onda  das fusões de empresas

Após a segunda guerra mundial surgiu a terceira onda de fusão de empresas.

Expansão e diversificação eram os motores das decisões das companhias quando ela surgiu. Era a época dos conglomerados. Esta onda foi marcada pelos desejos dos americanos de entrar em novos mercados e diversificar seus fluxos de receitas.

Se iniciou em 1955 mas não durou muito. O que marcou seu final foi o “crash” do petróleo em na década de 70. Uma grande empresa desta onda foi a General Eletric. Houve ondas subsequentes, entre 1974 e 1989, entre 1993 e 2000 e entre 2003 e 2008, mas deixemos estas histórias para outro momento. O importante aqui é entender como os tipos de fusões se alteraram de acordo com o tempo. E agora vamos nos aprofundar mais nisto.

Os tipos de Fusão de empresas

Fusão horizontal

Esta fusão de empresas acontece entre companhias que pertencem à mesma indústria.

A fusão horizontal é a consolidação de um negócio que ocorre ente empresas que operam no mesmo espaço, frequentemente competidoras que oferecem um mesmo bem ou serviço aos consumidores.

São comuns em indústrias mais restritas, que possuem competições acirradas. Neste cenário, a sinergia e os potenciais ganhos de Market share serão muito maiores se as empresas se fundirem em uma única companhia.

Como as operações das empresas são bastante similares, a fusão horizontal ajuda a juntar certas operações, como a manufatura e produção, e assim, reduzir custos.

Um exemplo de fusão horizontal foi a união da HP e da Compaq, dois gigantes da área de tecnologia.

Fusão vertical

Fusão vertical é quando as companhias que se unem pertencem à mesma cadeia de produção.

Diferente da fusão horizontal, a vertical trabalha com a combinação de companhias que não competem uma com a outra.

Um exemplo clássico é a empresa automobilística que junta com uma empresa que produz peças para carros. Este tipo de negócio vai permitir que a empresa de automóveis consiga um melhor preço nas peças e, por outro lado, a companhia que fabrica peças vai ter um comprador fixo, a salvando de oscilações no mercado.

Este é um exemplo onde 2+2= 5, ou seja, união das duas empresas resulta em uma terceira que é maior do que simplesmente a soma das duas. Um exemplo foi a fusão vertical que envolveu a America Online e a Time Warner, em 2000. Agindo em dois pontos na cadeia de distribuição (televisão e internet) eles aumentaram seus ganhos consideravelmente.

Fusões de Conglomerados

Aqui a fusão se dá entre empresas que possuem negócios totalmente diferentes e não relacionados.Existem duas formas básicas de conglomerados, puros e mistos:

Puros: envolve empresas que não possuem absolutamente nada em comum;
Mistos: envolve empresas que estão procurando por extensões de produtos ou de mercados.

Um exemplo é quando uma empresa de tênis se junta com uma que fabrica energéticos. Os dois são envolvidos por uma ideia em comum, mas possuem produtos totalmente diferentes.

Fusão para extensão de mercado

Esta fusão de empresas acontece quando 2 companhias que lidam com os mesmos produtos mas em mercados separados.

O principal propósito desta fusão é ter acesso tanto a mercados quanto a base de clientes maiores. Um exemplo é quando uma empresa americana se fundo com uma companhia chinesa, buscando assim um mercado consumidor bem maior.

Fusão para extensão de produto

Estas fusões são de dois negócios que lidam com produtos que são relacionados um com os outros e operam nome mesmo mercado.

Esta fusão de empresas permite que elas agrupem seus produtos, conseguindo desta forma acesso a novos consumidores, o que leva a maiores lucros.

Desta forma, anova empresa tem um portfólio de produtos mais completo, ajudando a se posicionar de maneira mais definitiva no mercado. Estas são os tipos mais comuns de fusão de empresas. Mas, quais são os benefícios de realizar esta operação? É isto que veremos agora.

Benefícios da fusão de empresas

Ajuda a diversificar o mercado

Geralmente uma empresa começa atendendo um nicho. Mas, conforme cresce, ele se torna insuficiente. Então, para ampliar a possibilidade de crescimento, a fusão de empresas é muito bem vinda.

Obtêm-se equipes de maior qualidade, além de habilidades adicionais

Por exemplo, uma empresa com bom gerenciamento e excelentes sistemas de processos pode se juntar com outra que tenha um setor de inovação muito forte, mas com processos ineficientes.

Isto ajuda a todos a trazer o melhor das duas empresas em apenas uma, a tornando mais competitiva.

Gera mais eficiência

Redundâncias podem desaparecer e processos serão revisados  quando acontece fusão de empresas, o que pode representar um boost na produtividade.

Aumento de receitas e de abrangência de marca

Geralmente no processo de fusão, os públicos alvos são unidos, o que gera um ganho completamente orgânico na abrangência da marca.Sem dizer que as oportunidades de negócios são muito maiores quando acontece a fusão de empresasAfinal, maior capacidade de mercado aumenta as vendas, que melhora as receitas, propiciando mais recursos para que o negócio continue crescendo.

Reduz custos

A economia de escala permite que os custos sejam reduzidos, e a uma estrutura mais enxuta vai acabar gerando mais eficiência, aumentando desta forma as vantagens competitivas.

Fusão de empresas definitivamente é algo a ser considerado no mercado de hoje em dia.

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José Carlos Braga Monteiro

CEO do Grupo Studio. Advogado especialista em Direito Tributário e Econômico, lidera a maior rede de franquias e soluções corporativas inteligentes do Brasil, há mais de 20 anos.