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Chineses voltam a investir no Brasil

Após dois anos com poucos investimentos, a expectativa é que os chineses apliquem cerca de US$ 7 bilhões no país em 2020. Depois da forte ofensiva no mercado brasileiro, quando adquiriram a CPFL, companhia privada do setor elétrico, os empresários chineses voltaram a ver o Brasil com bons olhos. Agora, atenção está a cerca de empresar de tratamento de água e esgoto, assim como projetos na área de infraestrutura, como construção e operação de estradas e ferrovias.

Em 2017, os chineses investiram aproximadamente US$ 9 bilhões, grande parte em ativos de energia. Porém, diminuíram as aplicações para analisar as mudanças que aconteciam no cenário político. Fato que diminuiu em torno de 70% o volume de investimentos, que ficaram em torno de US$ 3 bilhões nos anos seguintes. Com a aproximação de Jair Bolsonaro com Xi Jinping, e os diversos projetos de concessão e privatização em oferta no Brasil, os chineses estão novamente com interesses no país. O que se espera para este ano é um investimento em torno de US$ 7 bilhões para investir.

Especula-se que os chineses pretendem fazer no Brasil o que já praticaram na África. Hoje, entre as potências mundiais na área de infraestrutura, os chineses comandaram a construção de estradas, ferrovias, hidrelétricas em países como Moçambique, África do Sul e Angola.

Os chineses têm grandes planos para avançar, além do setor elétrico, miram em empresas da construção pesada no transporte de cargas por ferrovias. De acordo com Carlos Frederico Bingemer, sócio da área da infraestrutura do escritório Barbosa, Mussnich, Aragão (BMA), pretendem entregar o pacote completo em um pacote de infraestrutura. Quer dizer, um empreendimento de usina eólica, por exemplo, querem não só a concessão como também a construção e fornecer os equipamentos.

O Brasil é o segundo maior destino de investimentos chineses em infraestrutura no mundo desde 2017, atrás apenas dos EUA. Aos poucos, o país começa a chamar a atenção dos asiáticos para novas oportunidades, como tecnologia. A Didi, o “Uber chinês” comprou a brasileira 99 em 2018. Ano em que a Tencent, a poderosa de internet, fez uma oferta de US$ 180 milhões na fintech Nubank.

Um bom exemplo da retomada dos chineses, foi à chegada do conglomerado Xuzhou Construction Machinery Group (XCMG), um gigante na fabricação de máquinas para a construção civil. O grupo informou a instalação de um banco no país. Wang Min, presidente global do XCMG, afirmou que um dos objetivos é que a instituição financeira seja um ponto de conexão entre a China e Brasil e que essa integração econômica ajudará o capital chinês a desembarcar no país.

Recentemente, as empresas chinesas CCCC e a CR20, venceram um leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do governo baiano para construir a ponte Salvador-Itaparica. A obra é avaliada em R$ 5,3 bilhões.

Fonte: Terra


Redação Grupo Studio