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Vírus faz com que startups contratem funcionários pela internet

O hábito de contratar de funcionários de maneira remota está se tornando cada vez mais comum em diversas startups brasileiras. O fato ocorre devido à pandemia do novo coronavírus.

Nas empresas avaliadas acima de U$ 1 bilhão, as chamadas unicórnios, como a Gympass, Loft e Wildlife, os novos funcionários estão sendo contratados de maneira remota, e para iniciar os trabalhos, recebem equipamentos e orientações em casa. Reuniões, dúvidas e recomendações, são realizadas através de videoconferência.

A Wildlife está com mais de 100 vagas abertas no mundo e para selecionar as pessoas, está usando somente ferramentas online. Gonzalo Mones, chefe global de recrutamento da empresa, conta que: “temos a meta dobrar o tamanho do nosso time e não podemos parar”.

“Conseguimos, por exemplo, passar um desafio de programação a um candidato e ver em tempo real, pela internet, como ele o resolve”, comenta Mones. Após ser escolhido, o novo funcionário ganha o suporte através de e-mail e do programa de videochamadas Zoom. “Não é o ideal, mas fazemos o possível para o funcionário se sentir em casa”, pontua o executivo.

A Loft, startup voltada para compra, reforma e revenda de imóveis, existe a previsão de efetuar 40 contratações até o final do mês de março. O objetivo da empresa é finalizar o trimestre com 550 funcionários.  Nas últimas semanas, a firma efetuou dois processos de contratação de maneira “onbording”, ou seja, 100% virtual.

“Antes do funcionário começar, abrimos um grupo de WhatsApp para tirar dúvidas. Depois que eles são integrados, mudamos o grupo para o Slack”, afirma Ricardo Kauffman, líder de relações públicas da Loft, fazendo referência para o software de mensagens corporativas que tem se destacado em tempos de home office.

Já a Gympass, proprietária de um serviço de assinatura corporativo de academia, a diferença é que os novatos ainda buscam o computador no escritório da empresa, localizado na zona sul de São Paulo. Mas isso não vai continuar por muito tempo, nos próximos dias, a máquina será enviada até a casa do colaborador. Marcelo Festa, gerente de desenvolvimento e treinamento da startup, conta que a empresa também faz sessões virtuais de integração. “A sessão presencial é cheia de situações e é mais gostosa de participar. A virtual não é tão interativa, mas a gente conta com a compreensão de todos”, diz.

Porém, em outras empresas, ocorre uma divisão de prioridades, com recrutamentos seguindo seu ritmo de costuma e algumas integrações sendo adiadas. Exemplo disso é a fintech Creditas, com 70 vagas abertas do Brasil, Espanha e México, a empresa está realizando seleção remota para todos os candidatos e os aprovando, mas decidiu suspender a entrar de novos colaboradores no momento.

André Baldini, presidente executivo da Superlógica, também admitiu a viabilidade de realizar uma pausa nas contratações. A startup recebeu um aporte de R$ 300 milhões do fundo americano Warburg Pincus. A empresa de software para condomínios residenciais tem o objetivo de dobrar sua equipe ao longo de 2020, o que pode ser reavaliado com a situação do país devido ao vírus.

De acordo com levantamento realizado pelo startup de recrutamento Revelo, que conta com mais de 3 mil clientes, incluindo marcas como Itaú e Ambev, o volume de agendamento de entrevistas está caindo cerca de 12% por conta do coronavírus, com muitas empresas adiando processos de contratação pela dificuldade de fazer a integração do funcionário.

Entretanto, no ramo da tecnologia, a empresa estipula um aumento de até 15% nas contratações de vagas em operações e tecnologia, que tem maior flexibilidade de trabalho remoto.

Fonte: O Estado de São Paulo


Redação Grupo Studio