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Transações através de aplicativos se consolidam com a pandemia

O setor composto por empresas de crescimento expressivo nos últimos anos pode desaparecer de forma surpreendente. O costume de comprar através de máquinas de leitura de cartões magnéticos ou com chip pode se tornar esquecido em um futuro próximo. Esta é uma tendência nos meios de pagamento, já que é viável realizar transações via QR core e reconhecimento fácil, sem a necessidade de máquinas.

Um novo passo nessa novidade está começando a ser dado com a entrada em funcionamento do WhatsApp Pay, operado pelo aplicativo de mesmo nome pertencente ao Facebook, em conjunto com a empresa Cielo – já consolidada no ramo.

Todavia, o Banco Central, que defende a descentralização do sistema financeiro, determinou que as bandeiras de cartões Visa e Mastercard suspendessem o suporte ao sistema, jogando um balde de água fria na empreitada. Mesmo com a decisão tomada pelo BC, o fim das leitoras de cartão é vista como um processo inevitável.

Além de reforçar o interesse de autoridade monetária em se manter como indutora da modernização do mercado financeiro, a posição do BC atende aos pedidos dos grandes bancos, que temiam o confronto com uma rede social tentacular na operação de transações de fins financeiros. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também não apoiava a parceria entre o WhatsApp e a Cielo por acreditar que poderia contribuir com a concentração no mercado. O BC pondera que a sua determinação tem como objetivo zelar por um “ambiente competitivo” em um sistema de pagamentos “interoperável, rápido, seguro, transparente, aberto e barato”.

As particularidades traçados pelo BC são as mesmas impostas pela instituição para defender o PIX, tecnologia de transferência instantânea que deve estrear em breve. A proposta da parceira entre WhatsApp e Cielo passará ainda por uma série de ajustes e exigências regulatórias para sair do papel.  Apesar da sobrevida ao sistema tradicional, a decisão não paralisa o ciclo de inovação desse ramo. De acordo com um levantamento realizado pela consultoria EY, 54% dos brasileiros afirmam que usarão mais serviços financeiros após a pandemia.

Os pagamentos virtuais sempre tiveram uma boa aceitação, porém, com a pandemia o cenário sofreu mudanças. O uso da tecnologia para comprar, especialmente através dos smartphones, disparou. O WhatsApp se tornou um propulsor desse movimento, como uma porta de entrada entre as empresas e o consumidor.  Com isso, a inclusão de um meio de pagamento nessa intermediação passou a ser questão de tempo. No Brasil, realizar pagamentos através de aplicativos ainda não era comum, mas em países como a China, por exemplo, o sucesso é indiscutível.

A grande aposta do BC, o PIX, também é fundamentada em transferências através de smartphones, assim como carteiras virtuais como o PicPay e Mercado Pago. Para enviar o dinheiro a uma pessoa, o cliente precisará entrar no aplicativo de sua instituição financeira e informar o número de telefone do destinatário ou ao escanear o QR code no caixa de uma loja. Enquanto uma compra no débito leva tempo para ser liberada para o vendedor, o PIX opera como uma transferência que oferta o recurso em dez segundos.

Ao unir critérios como livre concorrência, transparência e eficiência a baixo custo, a tecnologia acaba saindo na frente dos entraves à inovação, até mesmo entre os mais renitentes adversários das novidades.

Fonte: Veja


Redação Grupo Studio