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Reunião do Copom deverá ficar marcada pela consolidação do forward guidance

A próxima reunião do Copom deverá ficar marcada pela consolidação do forward guidance como a principal ferramenta do Banco Central, já que a autoridade monetária não vê mais espaços para reduzir os juros, após o corte da Selic para 2% no último mês.

De acordo com os ex-diretores do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, Tony Volpon e Mario Mesquita, a nova estratégia de sinalização futura sobre os próximos passos do BC, veio para ficar enquanto o BC seguir com esse entendimento.

A Selic deve seguir estável, segundo eles, pelo menos até o final do primeiro semestre de 2021 — apesar do prêmio de risco embutido na curva de juros pelos temores com o rombo fiscal do país e algum desconforto com a alta dos preços dos alimentos.

A partir de agora, para fomentar a economia e sair da crise, o BC deve seguir usando a indicação de que não subirá o juro, desde que a expectativa de inflação esteja sob controle e o regime fiscal seja mantido.

Dessa forma, o BC busca o estímulo por meio da ancoragem da curva curta de juros – de seis meses a dois anos.

“A tentativa é válida e está condicionada a superar o dilema fiscal de como incorporar aumento de transferência de renda sem inviabilizar teto de gastos”, disse Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco, em entrevista coletiva na semana passada. “O forward guidance vale enquanto existir a percepção de que o regime fiscal está mantido; se alterar, deixa de fazer sentido.”

Mesmo não sendo um “fã” do instrumento, uma vez que há muitas variáveis que mudam ao longo do tempo, Figueiredo, CEO e sócio fundador da Mauá Capital, vê o lado bom de o BC usar o forward guidance. “Toda vez em que o BC mostra mais como está pensando sempre ajuda”, afirmou em entrevista.

Para os ex-BCs, o país conseguirá contornar o aumento dos gastos para combater a pandemia e engatar na recuperação econômica. Mesmo que, eventualmente, possa ser negociada uma “suavização” do teto de gastos para 2021, com plano de volta em 2022, possibilidade considerada por Volpon, economista-chefe do UBS no Brasil.

Apesar de acreditarem na manutenção do regime fiscal, os economistas dizem que o mercado ainda deve passar por muitos altos e baixos até que uma solução definitiva seja desenhada.

“O mercado sempre vai ficar com a pulga atrás da orelha e isso acaba, no presente, diminuindo a potência do forward guidance”, disse Volpon.

Fonte: Money Times


Redação Grupo Studio