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Parceria: Sebrae e Caixa buscam facilitar acesso a crédito

A Caixa Econômica Federal e o Sebrae anunciaram uma parceria para facilitar o acesso a crédito para microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas. A parceria visa reduzir o impacto provocado pela crise do coronavírus sobre os pequenos negócios no Brasil.

Com as linhas de crédito disponibilizadas pela Caixa e as garantias complementares concedidas pelo Sebrae por meio do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), a expectativa é injetar 7,5 bilhões de reais em linhas de crédito, cerca de 1% da carteira de crédito do banco. A utilização do Fampe permite que as ofertas de crédito tenham taxas competitivas, até 40% menores que as praticadas hoje pela instituição financeira.

As empresas e MEIs interessados no crédito podem manifestar interesse no portal Caixa com a sua empresa. O banco irá fazer a avaliação de crédito e apresentar uma proposta, com taxas de juros e prazo de carência específicos para cada solicitante. Podem solicitar o empréstimo empresas adimplentes com faturamento anual de até 4,9 milhões de reais, que tenham mais de 12 meses com receita.

Segundo Pedro Guimarães, presidente da Caixa, a parceria tem como objetivo apoiar um dos setores que mais sofre com a pandemia. “O banco disponibilizará melhores condições de taxas, prazo e carência, de forma a atender a demanda por crédito desse setor tão importante para a economia”, afirma o presidente em nota.
O fundo do Sebrae viabiliza garantias para que as micro e pequenas empresas possam cumprir as exigências dos bancos para concessão de crédito. Antes da crise causada pelo novo coronavírus, o fundo tinha aproximadamente 470 milhões de reais em recursos disponíveis. No começo de abril, o Sebrae anunciou que iria destinar 50% de sua arrecadação nos próximos meses para o Fampe, o que adicionou mais 500 milhões de reais ao fundo.

A expectativa inicial do Sebrae era que o Fampe alavancasse 12 bilhões de reais em crédito. Em transmissão ao vivo, Pedro Guimarães disse que neste momento a análise do banco só permitiu 7,5 bilhões. “As operações só serão realizadas se for para a Caixa ganhar dinheiro, nós não fazemos operação de subsídio para ninguém”, afirmou o presidente do banco.

Fonte: Agência Sebrae


Redação Grupo Studio