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Grupo StudioNotíciasOpen Banking: a novidade do mercado financeiro

Open Banking: a novidade do mercado financeiro

Atualmente está cada vez mais comum discutir temas sobre empresas, academias, escolas, governos e laboratórios em Open Innovation, como uma nova fase em desenvolvimento sem limites. Uma forma de gestão de ideias e processos descentralizados, focado na colaboração, que tem como objetivo aprimorar a criação de soluções. Neste momento, surge uma tendência similar no mercado financeiro, o Open Banking.

O requerimento por serviços financeiros capacitados, personalizados e democráticos seja para consumidores ou para pequenos comércios cresce exponencialmente nas sociedades modernas e prosperidade. No Brasil, acontece da mesma maneira.

Os principais pontos que giram em torno do Open Banking são: empréstimos, pagamentos, seguros e investimentos. Itens que já chamaram a atenção de bancos, cooperativas, instituições de pagamentos e fintechs.

Saiba mais sobre o Open Banking:

Para quem ainda não conhece, o Open Banking possibilitará ao cliente de uma instituição financeira compartilhar seus dados, uma vez que ele é o dono do dado, com outras instituições financeiras, de pagamento ou reguladas. Obviamente, esse compartilhamento só poderá acontecer após a aprovação do cliente. Outro exemplo de uso comum é a iniciação de pagamento. Dessa forma, o cliente passar a controlar seus dados, enquanto players do mercado poderão oferecer serviços específicos ao perfil do cliente.

Entretanto, o Open Banking não é tão simples assim, é preciso estar atento em alguns detalhes. É preciso respeitar condições mais comuns, como plataformas de APIs que podem ser ou não padronizadas, ter um escopo de dados bem definido e um modelo eficiente de governança regulatória.

Também existem questões sensíveis para se avaliar, como a responsabilidade da partes envolvidas diante de um possível problema relacionado a um dado do consumidor, ou a sustentabilidade das plataformas, considerando a possibilidade de ingressos de novos setores no jogo, como telecomunicação e seguros.

É importante lembrar que esse sistema aberto é a porta de entrada para o Open Data, uma visão que abrirá caminho para ligar a indústria financeira e de pagamentos de muitas outas.

Experiência e desafios

Essa atividade já está bem desenvolvida em alguns países. Pioneiro do Open Banking no mundo, o Reino Unido adotou em 2018 o PSD2 (Diretiva de Serviços de Pagamento) que oferta um conjunto de APIs não padronizados. Nos Estados Unidos, depois de uma iniciativa da indústria financeira, uma em cada quatro pessoas com uma conta bancária passou a usar o conceito de APIs abertas para unir 2.600 aplicativos a mais de 11 mil instituições financeiras através de fintechs. Na Austrália, APIs padronizadas e regulamentadas junto ao Consumer Data Right buscam promover o uso correto dos dados dos consumidores.

Em busca de simplificar o acesso a aplicativos conhecidos como PFM (Personal Financial Management), a conectividade entre instituições financeiras e desenvolvedoras tem se tornado cada vez mais presente.

Considerando que o modelo de Open Banking entregue à sociedade brasileira inclua os princípios de governança, transparência e segurança, teremos em mãos a oportunidade de provar o quanto estamos preparados nas seguintes áreas do novo ecossistema:

  • Proposta de valor:garantir a qualidade, disponibilidade e confiabilidade das plataformas de APIs;
  • Confiança:aportar consistência e transparência nas relações entre consumidores e instituições, sejam elas diretas ou indiretas;
  • Sustentabilidade:promover ações e programas de incubação, aceleração e inovação, gerando pontes com novos segmentos e indústrias.

Fonte: Canal Tech

 


Redação Grupo Studio