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Grupo StudioNotíciasO impacto do novo coranavírus em diversos segmentos

O impacto do novo coranavírus em diversos segmentos

O novo coronavírus é sem dúvidas o assunto mais falado do momento. Apesar do vírus já existir a muitas décadas, sofreu uma mutação e agora, é o centro das atenções no mundo inteiro.

Importância de estar prevenido

A prevenção é a melhor forma de desacelerar a doença. Os casos crescem todos os dias e a melhor maneira de diminuir esse crescimento e evitar o colapso do sistema de saúde em muitos países é buscar um isolamento social.

Mesmo que pareça radical, é o que tem sido indicado pelos profissionais da área da saúde e pelas autoridades governamentais de diversos países. Isso porque, como a infecção é silenciosa nos primeiros dias, às pessoas podem já ter contraído o vírus sem saber, o que facilitaria a transmissão para muitas outras pelo contato próximo.

Uma das formas de prevenir o surto da doença é priorizar a limpeza de ambientes e manter a higiene pessoal. É preciso lavar bem as mãos com frequência, passar álcool em gel e evitar tocar o rosto.

Portanto, por mais que essas medidas sejam essenciais, como o número de pacientes vem crescendo nas mais diversas cidades, o isolamento é a melhor saída para reduzir os casos e expor menos pessoas ao risco.

De acordo com portal The Guardian, os serviços de entrega de alimentos e assinatura digital estão apresentando um aumento nas vendas, enquanto lojas de departamentos, redes de moda e restaurantes estão sendo afetados negativamente.

Mudanças no comportamento de compras online

Com a quarentena, a internet tornou-se um dos meios mais efetivos para manter contato com amigos e familiares. Além disso, como muitas empresas estão adotando o método de trabalho em casa, estar conectado também é crucial para que as equipes desempenhem suas funções e continuem colaborando com a economia.

No dia 13 de março, quando o presidente dos Estados Unidos anunciou um estado de emergência para o país, pouco tempo depois o tráfego subiu para 20%, comparado com o de costume.

Esse tipo de comportamento digital não quer dizer apenas que as pessoas estão mais conectadas. Significa que a rotina delas também foi afetada e que a maneira de interagir as marcas e fazer suas compras de produtos e serviços também sofreu mudanças.

Pense no cenário de que o contágio do Coronavírus no Brasil pode até não chegar a um ápice como na Europa, mas o movimento natural de valorização digital continua. E mais, se acontecer qualquer outra eventualidade que influencie as pessoas a comprarem mais online, quais serão as estratégias do seu negócio para ficar firme frente a uma crise?

Reflexos na economia

O coronavírus deixou bem claro desde a sua chegada que a indústria mundial depende da chinesa. Diversas empresas tiveram suas produções afetadas depois da crise que a China passou a encarar devido o vírus.

Empresários de diversos países perceberam a dificuldade de conseguir peças e outros itens fabricados pelos chineses. Um exemplo é da Renault, que suspendeu os trabalhos em uma fábrica localizada na Coréia do Sul. A gigante Apple também precisar realizar um corte em suas produções.

As Bolsas de Valores dos EUA e Europa tiveram uma perda da 12% de seus rendimentos no final de fevereiro – fato que não ocorria desde a grande crise de 2008-2009. Outro acontecimento relevante para a Bolsa de Valores foi à queda do petróleo, que resultou em um decréscimo de 8% e trilhões de dólares a menos de capitalização.

Para muitos especialistas, o Coronavírus ainda pode gerar uma perda de US$ 1 tri à economia somente em 2020.

Reflexos no E-commerce

De acordo com dados objetivos pela Agência Nacional de Estatísticas, a produção industrial caiu 13,5% em janeiro e fevereiro, compara ao mesmo período em 2019.

No e-commerce não está sendo diferente. O blog do Compre&Confie, apontou que só em fevereiro deste ano a queda foi de 7,7%, reduzindo 5,2% o faturamento, comparado a janeiro. Isso acontece porque as pessoas estão focadas em sua saúde e bem-estar neste momento.

Quedas

Dados levantamos pela ContentSquare mostram os produtos e segmentos que tiveram o maior impacto em relação a pedidos em fevereiro. Confira:

  • letroportáteis (câmeras, filmadoras e drones) — queda de 42,3%
  • papelaria — queda de 30,5%
  • games — queda de 30%
  • eletrônicos — queda de 19,4%
  • suplementos e vitaminas — queda de 14,7%
  • brinquedos — queda de 13,1%.
  • moda e acessórios — queda de 10,9%.

O levantamento também mostra que um dos maiores medos das pessoas é o contágio, seguido do temor pelo sistema de saúde não dar conta de atender a todos necessitados. E por última, vem o medo do Brasil passar por uma grande crise econômica.

Dicas para evitar o impacto negativo do Covid-19

De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais (Cemec) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e pelo jornal O Estado de S.Paulo com 245 companhias, metade destas empresas têm caixa para ficar até três meses sem gerar receita.

Porém, este é o contexto das grandes empresas, mas e as médias e pequenas? É preciso fazer algo para que os negócios não parem.

Se é o seu caso, agora você deve se perguntar o que fazer em meio a este cenário. Além de prezar pela sua saúde e dos colaboradores da sua empresa, você precisa ter uma visão de futuro.

Por mais que seu produto ou serviço não possa ser vendido agora da mesma maneira que antes, pense no que você pode fazer — contando com o marketing digital — para manter sua empresa de pé.

Já os outros negócios que continuam operando normalmente (ou quase normalmente), pense em tudo o que você perderia em médio e longo prazo se pausar suas estratégias completamente agora apenas por medo. Lembre-se de que seu público continuará precisando dos seus produtos e serviços, portanto, continuar também significa dar apoio.

Foco no público alvo

Pense no que você pode fazer pelo seu público-alvo e tenha empatia pelas pessoas.

O Magazine Luiza ofereceu frete grátis para itens que ajudam na prevenção do Coronavírus, o Google liberou recursos premium do Hangouts Meet, a FGV (Faculdade Getúlio Vargas) cedeu acesso gratuito a uma lista com cursos online, entre outras ações de mais algumas empresas.

Há quem veja como “oportunismo”, porém, muitas companhias estão, de fato, cooperando com as pessoas e ajudar neste momento de crise pode sim trazer um resultado orgânico para as marcas, já que as pessoas tendem a se conectar ainda mais com empresas que tiveram boas experiências.

Dica: com mais tempo livre, aproveite a quarentena a invista em cursos online.

Algumas medidas importantes para sua empresa neste momento:

  • manter-se conectado e informado de fontes confiáveis sobre os casos e sobre as formas de prevenção;
  • garantir um espaço de trabalho seguro, o que também pode envolver a oportunidade de fazer home office;
  • estabelecer diretrizes de segurança entre colaboradores e clientes, como evitar reuniões presenciais e outros contatos;
  • preparar um plano de atendimento ao cliente e tentar promover mais ações digitais durante esse período de incentivo ao isolamento;
  • acompanhar os próximos relatórios e seguir as diretrizes estabelecidas pela OMS.

Fonte: Agência Mestre


Redação Grupo Studio