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MOL comunica aquisição da startup Robobiz

Com os efeitos da pandemia, as compras online o desemprego cresceram – e também, os conflitos entre consumidores, fornecedores e funcionárias com empresas. Isso tudo, fez com que a demanda da MOL aumentasse.

A startup voltada para a mediação online evita que más experiências se tornem processos judiciais com muitos gastos. O empreendimento subiu de seis para 32 clientes de janeiro até o meio de agosto.

Com o crescimento, a MOL anunciou a aquisição da startup Robobiz. A compra da startup que automatiza tarefas repetitivas por robôs ajudará a MOL a melhorar sua frente de conflitos administrativos registrados no consumidor.gov, no Procon e nos SACs das companhias clientes. O valor da transação não foi divulgado. Com isso, a MOL pretende chegar a 100 clientes até o final deste ano.

Ideia de negócio: conciliação, mediação e negociação online

A MOL foi criada pelas empreendedoras Camilla Feliciano Lopes e Melissa Felipe Gava. A startup do setor jurídico (lawtech) começou há cinco anos, testando a mediação online de conflitos entre pessoas físicas. Em 2017, passou a atender seu público ideal: empresas. Um ano depois, expandiu sua atuação para conciliação (quando o mediador também sugere soluções) e negociação (sem uma terceira parte imparcial).

Atualmente, existem 77 milhões de processos em estoque no país. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, esse banco teve sua primeira redução desde 2009. A MOL se posiciona como uma plataforma online de resolução de conflitos, evitando que as disputas em geral cheguem ao judiciário. Disputas judiciais que levariam anos são resolvidas de forma 30 vezes mais ágil e a um custo seis vezes menor, segundo a própria MOL.

A lawtech sugere o melhor tipo de acordo e conecta empresas e um marketplace de conciliadores e mediadores autônomos recrutados, treinados e monitorados. A MOL atende principalmente empresas com um grande volume de conflitos com tíquete médio baixo, aplicando as políticas de acordo das próprias empresas ou ajudando a construir tais políticas. A remuneração vem de um pagamento sobre êxito na negociação ou de um valor fixo por sessão de mediação e conciliação.

Futuro da MOL

A aquisição da Robobiz irá ajudar a MOL a lidar principalmente com conflitos administrativos. Esses conflitos são gerados no consumidor.gov, no Procon ou no SAC e podem se tornar processos jurídicos no futuro. As empresas precisam responder reclamações no Procon em até dez dias. Mas a falta de pessoal e processos muitas vezes as fazem perder prazos e sobrecarregarem a máquina pública.

A pandemia também acelerou compras online – e reclamações. Dados do consumidor.gov puxados pela MOL mostram que o total de reclamações finalizadas pelo serviço público no primeiro semestre deste ano cresceu 90% em relação ao mesmo período de 2019. O Procon de São Paulo também registra alta expressiva (109%) de atendimentos relacionados a compra na internet realizados no primeiro trimestre de 2019, em relação a igual período em 2020.

Segundo dados da Associação Nacional de Empresas de Software e Serviços coletados pela Robobiz, a adoção de RPA pode reduzir de 35% a 65% dos custos com processos e atividades repetitivas em empresas. Ao mesmo tempo, o nível de confiabilidade dos processos realizados por meio dessa tecnologia pode ser até 92% mais elevado, de acordo com dados da consultoria Deloitte citados também pela Robobiz.

A Robobiz começou criando um robô chamado Melissa para atender o Mercado Livre, que buscava uma solução para administrar o volume de reclamações nos diversos ramos regionais do Procon. A Robobiz varre 250 Procons em uma hora, trabalho que demoraria ao menos 20 horas com uma equipe humana. O judiciário tem menos processos acumulados, os consumidores recebem respostas eficientes e a empresa tem a chance de mantê-los fidelizados. A Robobiz procura no futuro estender sua análise para outros canais de reclamação, como o mensageiro WhatsApp.

Procurando novos clientes, os caminhos da Robobiz e da MOL se cruzaram. A negociação começou em maio deste ano e foram concluídas em julho. Com a aquisição pela MOL, Francelino e Superti entraram para o quadro de cerca de 50 funcionários da lawtech como respectivamente diretor de produto e diretor de venda.

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


Redação Grupo Studio