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Grupo StudioNotíciasInvestimentos em startups seguem acontecendo, mesmo na crise

Investimentos em startups seguem acontecendo, mesmo na crise

O atual cenário em que o mundo se encontra e a crise gerada pelo novo coronavírus afeta todos os setores da sociedade, até mesmo, o investimento em startups. Na China, país em que a pandemia teve início, a redução de investimentos em capital de risco chegou a 50% nos primeiros dois meses de 2020, de acordo com dados da Startup Genome. Mas o segmento já aponta um rápido retorno, com aumento reportado em aportes durante o mês de março, influenciado pela queda nas valuations das empresas.

No Brasil, uma pesquisa divulgada em março pela Anjos do Brasil, apontou que 64% planejavam reduzir as atividades em startups. De outra forma, dados levantados pela Distrito Data Miner mostram um aumento no volume geral de investimentos nos primeiros semestres deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passar, apesar de uma  redução de pouco mais de 1% no número de empresas investidas.

Outro dado importante que foi levantado é a respeito de investimentos em startups nas fases iniciais, chamadas de pré-seed e seed, enquanto ocorreu uma desaceleração nos aportes em empresas maiores.

Após os primeiros impactos da pandemia, o mercado volta a ficar aquecido com operações que foram anunciadas recentemente. A fase de reorganização e adaptações pós-pandemia beneficia a inovação e diminui o preço das empresas, gerando oportunidades para novos investimentos, fusões e aquisições.

Além do mais, o panorama de baixa nas taxas de juros e o aceleramento dos processos de transformação digital promovem novos investimentos em startups. Outo ponto que gera otimismo é a questão dos fundos nacionais estarem bem capitalizados, contando com mais de U$ 1,5 bilhão em caixa para aproveitar as melhores oportunidades da crise, de acordo com relatório divulgado pela Astella Investimentos.

É importante considerar que, como diz o relatório, o investimento em venture capital é “anti-cíclico”, já que busca rentabilidade no longo prazo. Desta maneira, os investidores que aportam capital em startups terão a oportunidade de aproveitar de forma positiva o movimento de retomada pós-pandemia.

Fonte: Estadão


Redação Grupo Studio