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Cielo faz campanha com varejistas online por cartão de débito

A Cielo está buscando convencer redes varejistas a aumentarem a aceitação de cartão de débito nas compras feitas por meio da internet, como forma de participarem do fluxo de recursos emergenciais liberados pelo governo para enfrentar a epidemia de Covid-19 e apelidado de coronavoucher.

O argumento da Cielo, maior empresa de meios de pagamentos do país, é de que mais da metade do público alvo do programa é formado por pessoas que não dispõem de contas bancárias. Estes receberão o benefício através de um cartão de débito virtual gerado pela Caixa Econômica Federal, que poderá ser usado para realizar compras.

Paulo Caffarelli, presidente-executivo da Cielo, conta que: “dos cerca de 55 milhões de pessoas que receberão o benefício, cerca de 30 milhões não são bancarizados”, comentou. Porém, mesmo que não tenham acesso a uma conta no banco, grande parte das pessoas sabe fazer compras online.

O governo federal iniciou na quinta-feira (9) a pagar o benefício, na primeira de três parcelas mensais de 600 reais, dirigido a trabalhadores informais. A expectativa é de que o programa injete 98 bilhões de reais na economia.

Por diferenças tecnológicas e de segurança, a maioria dos varejistas no país aceita somente o cartão de crédito para efetuar o pagamento de compras online.

De acordo com um levantamento divulgado pela Abecs, entidade que representa o setor de meio de pagamentos do país, aproximadamente 80% das pessoas que compram na internet finaliza o pagamento através de um cartão de crédito.

Diversos varejistas apontam questões de segurança para não aceitar pagamentos com cartão de débito, afirmando que é mais difícil certificar que o comprador é realmente o dono do cartão, o que resulta em mais chances de fraudes.

Todavia, as próprias empresas que pagamentos têm elaborado mecanismos adicionais de segurança, com o objetivo de reduzir perdas em transações.

Com a crise gerada pelo fechamento do comércio físico, os varejistas têm corrido contra o tempo em busca de manter pelo menos uma parte das vendas pela internet.

“É uma alternativa de venda para quem está com as portas fechadas”, disse Caffarelli.

Fonte: Reuters


Redação Grupo Studio