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Busca por planejamento sucessório aumenta durante a pandemia

Com a chegada da pandemia, o temor da doença e da morte tem elevado o aumento da procura por informações sobre as diversas maneiras de transferências de bens, como testamentos, inventários, partilhas e doações. O que antes era adiado por muitos, atualmente é uma grande preocupação.

Escritórios especializados em planejamento sucessório apontam um crescimento considerável na busca por orientações sobre como organizar testamentos e transmitir o patrimônio para as gerações seguintes.

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A advogada Indira Domingues, revela que o aumento por informações é significante. “As preocupações mais comuns são em torno dos custos e despesas do processo de inventário, que são bastante altos, e também em relação à mudança da administração, quando o falecido respondia pela gestão da empresa familiar, que fica sem ter quem a represente”.

A especialista no assunto ainda comenta que o planejamento sucessório é uma escolha inteligente nesse momento. “Cuidar da sucessão familiar protege e acolhe a família no momento em que ela está mais fragilizada, antecipando a resolução dos potenciais entraves jurídicos e financeiros que podem surgir nesse processo.”

O planejamento sucessório pode ser realizado através de testamentos, doações em vida e criação de holgings que juntam o patrimônio em uma única empresa para transferência após a morte. Porém, neste cenário de pandemia o menos indicado é o testamento, que já, para Indira Domingues, a modalidade exige que um tabelião leia em voz alta o documento, e devido ao isolamento social, o atendimento presencial não é recomendado, especialmente porque os envolvidos quase sempre estão no grupo de risco.

Domingues também alerta que o cliente não prejudicado. “Ele não resolve tudo, além disso, exige inventário judicial e tem o mesmo custo caso não tivesse testamento, ou seja, a redução tributária é inexistente”, explica. Para ela, a ferramenta mais adequada para o momento, é a doação em vida.

Ainda de acordo com a advogada, um dos principais objetivos de planejar a sucessão, é evitar desentendimentos entre os familiares. Outra finalidade importante, é organizar os mecanismo para definir o futuro da administração de empresas para seguir os negócios com prosperidade.

Fonte: A Tarde


Redação Grupo Studio