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Grupo StudioFarmácia5 opções para farmácias reduzirem tributos

5 opções para farmácias reduzirem tributos

Por muito tempo se teve a ideia de que as farmácias não eram passíveis de revisão tributária na esfera administrativa, por conta de os empresários não entenderem a real importância desse serviço para a saúde financeira do seu negócio. Acontece que alguns dados nos revelam uma visão analítica que esclarece essa premissa.

O segmento farmacêutico é considerado o sexto maior mercado do mundo e, segundo Edison Tamascia, presidente da Febrafar, esse mercado vem crescendo de forma sistemática na faixa de dois dígitos e muito acima do PIB. O dado se deve também ao fomento da tecnologia da informação, que está mudando o comportamento de compra e venda em todos os setores da economia.

A gestão tributária para farmácias é parcela indispensável ao negócio, uma vez que há muitos estabelecimentos deste segmento pagando mais impostos do que deveriam, e logo, a probabilidade de que se obtenha créditos tributários através de uma revisão fiscal é grande.

Devido às inúmeras mudanças na legislação tributária, as empresas pagam impostos a maior sem saberem, e nem sempre são notificadas sobre tais impostos pagos indevidamente. Por sua vez, o Fisco tem tornado seus procedimentos de fiscalização cada vez mais rigorosos, penalizando os contribuintes que não cumpram com suas obrigações em dia.
A partir dessas informações, vamos apontar 5 opções para ajudar você a identificar onde é possível reduzir os tributos da sua farmácia e garantir uma maior rentabilidade. 

Confira abaixo quais são os principais tributos pagos pelas farmácias:

  • IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social);
  • PIS (Contribuição ao Programa da Integração Social);
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • Previdência Social Taxa da ANVISA;
  • Taxa de Licença de Funcionamento da ANVISA;
  • FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

 

1. Planejamento Tributário

O planejamento tributário, ou elisão fiscal, é um conjunto de sistemas legais que visa diminuir o pagamento de tributos de maneira regular. É por meio dele que os planos de atuação serão postos em prática, possibilitando uma menor carga tributária a fim de atingir as metas de crescimento da empresa. Caso você tenha dúvidas sobre como estruturar seu planejamento tributário, considere recorrer a algum especialista em revisão tributária. 

2. Regime Fiscal

Também se deve avaliar com regularidade em qual regime fiscal sua farmácia está enquadrada, pois cada regime de tributação será aplicável conforme a sua estrutura interna, a atividade desenvolvida, o faturamento mensal e anual, entre outras questões.

Existem três tipos de regime fiscal:

  • Simples Nacional: voltado para microempresas e empresas de pequeno porte, se caracteriza pela unificação dos tributos em uma única guia de pagamento. É também considerado o mais desburocratizado, demandando menos esforço para os contadores.
  • Lucro Real: é indicado para empresas que possuem uma margem de lucro abaixo de 8%. Esse regime considera o real faturamento da sua empresa, tendo como base de cálculo o lucro líquido para tributos, como IRPJ e o CSLL. Toda e qualquer despesa é contabilizada, assim como o faturamento, para que sejam definidos os tributos devidos. Esse tipo de regime exige maior atenção do contador, uma vez que os cálculos são mais precisos, e a fiscalização por parte da Receita Federal estará mais atenta quanto ao cumprimento das suas obrigações tributárias.
  • Lucro Presumido: esse tipo de regime é recomendado para empresas de maior porte, que já estejam em alta escala, com grandes margens de lucro. As bases de cálculo para impostos, como o IRPJ e o CSLL, são feitas através de uma estimativa de lucro, ou seja, o que é esperado que a empresa lucre em determinado período. Tais estimativas devem atingir um valor máximo de 32% sobre o lucro da atividade exercida. Caso a empresa fature acima dessa porcentagem, poderá adotar este regime desde que não esteja vinculada por lei ao Lucro Real.

A escolha do tipo de regime fiscal deve ser aquela que for o mais vantajoso para sua empresa, de acordo com o seu faturamento, portanto, considere fazer o ajuste de acordo com a mentoria de um especialista, respeitando a legislação tributária. 

3. Tenha uma boa contabilidade

Ter uma contabilidade bem estruturada, atenta às frequentes mudanças da legislação tributária, pode ser fator determinante na busca por uma estabilidade financeira. Esse facilitador vai trabalhar para minimizar possíveis equívocos do cotidiano da sua farmácia, desde checagem de prazos, folha de pagamento e até uma revisão fiscal na esfera administrativa, a fim de interceder para qualquer tomada de decisão da drogaria.


4. Cadastre corretamente seus produtos:

A maioria das empresas que têm um alto mix de produtos em sua loja acaba cometendo alguma falha na hora de cadastrar os itens no sistema, e esse pode ser um deslize crucial. Quando um NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) é cadastrado errado, você pode estar pagando tributos a maior e, consequentemente, perdendo dinheiro. O contrário também pode acontecer, e os impostos pagos a menos resultam em multas, o que nos faz reforçar a ideia

de que a farmácia precisa ter uma contabilidade extremamente cuidadosa.

5. Recursos Humanos

A má contratação de funcionários pode gerar um enorme gargalo financeiro no seu negócio, pois a alta rotatividade acaba prejudicando a saúde financeira da empresa devido aos custos das rescisões contratuais. Uma forma de evitar esse tipo de situação é buscar referências profissionais e pessoais, analisar as habilidades citadas no currículo e não abrir mão do contrato de experiência, que permite ao empresário avaliar o colaborador por até 90 dias. 

Esteja sempre atento ao mercado, explore mais seu mix de produtos e mantenha um bom relacionamento com sua equipe e fornecedores, além de acompanhar as mudanças tecnológicas que podem interferir no seu negócio.


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Redação Grupo Studio