RECEBA NOSSO CONTEÚDO DE FORMA GRATUITA DIRETAMENTE NO SEU EMAIL

Grupo Studio Franquias Studio BrokersOferta de ações ganha novo fôlego

Oferta de ações ganha novo fôlego

Oferta de ações ganha novo fôlego

Quase que num piscar de olhos – em apenas dois dias da semana passada -, a companhia aérea Azul conseguiu atrair investidores para concluir uma oferta subsequente de ações de R$ 1,136 bilhão. Mas, se quisesse, a Azul teria interessados em comprar bem mais do que isso. A companhia recebeu R$ 4 bilhões em pedidos de compra.

Explícito na transação da Azul, o bom humor dos investidores com as companhias brasileiras na bolsa pode fazer de 2017 o melhor ano para as ofertas de ações desde 2009 – que tem a segunda melhor marca da história do mercado de capitais do país.

Até agora foram R$ 24,56 bilhões em transações em 2017, mas ainda há pelo menos mais R$ 10 bilhões a caminho, com as ofertas de Camil, Tivit, Vulcabrás, Neoenergia, Eneva e Magazine Luiza, que já registraram seus pedidos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Considerando esse montante, o volume já superaria 2010, se excluída a megacapitalização da Petrobras naquele ano, feita com barris de petróleo – sem os R$ 120 bilhões levantados pela petroleira na ocasião, as ofertas de ações somaram R$ 31,8 bilhões.

Para este ano, ainda há outras empresas com planos de estrear na bolsa. É o caso de Centauro, BR Distribuidora, Algar Telecom e Burger King, que ainda podem engordar bastante as estatísticas.

Os bancos têm revisado para cima suas projeções. O Bradesco BBI, por exemplo, projetava R$ 40 bilhões em ofertas no ano, mas agora já prevê cifras maiores, entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões. “Houve um aquecimento ao longo do ano porque os investidores começaram a ver os números da economia brasileira melhorarem e os resultados das empresas crescerem, além da perspectiva de queda de juros”, diz Glenn Mallet, diretor de renda variável do Bradesco BBI.

Para o Bank of America Merrill Lynch (BofA), as ofertas de ações podem somar R$ 50 bilhões, cifra bastante similar à prevista por BTG Pactual, de US$ 15 bilhões. “Com certeza há operações na fila para se chegar a esse número, mas algumas podem acabar saindo no início de 2018”, pondera Fabio Nazari, chefe de mercado de capitais do BTG. Com estimativas mais modestas, o Itaú BBA prevê algo entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões no ano.

Se as novas estimativas dos bancos se confirmarem, este pode ficar com a marca de melhor ano para as ofertas de ações depois de 2007, ano recorde para IPOs (ofertas iniciais) e “follow-ons” (ofertas subsequentes), com R$ 75,5 bilhões. Mesmo considerada a inflação do período, 2017 tem potencial de se igualar aos volumes de 2010.

Os sinais de recuperação econômica se somaram à abundância de recursos no mundo em busca de retorno, criando boas condições para a emissão de papéis na bolsa de valores.

 

 

No mesmo caminho

Agora, um outro efeito também começa a colaborar com o número crescente de ofertas de ações, de acordo com banqueiros ouvidos. “Uma transação puxa a outra. Quando uma companhia vê que outra foi a mercado e teve sucesso, ela vai atrás e faz a mesma coisa”, afirma Mallet.

A previsão é que o fim deste ano seja aquecido. “Não só esta janela, mas também a de dezembro será agitada para ofertas de ações”, afirma Hans Lin, responsável pelo banco de investimentos do BofA no Brasil.

Na fila para realizar o IPO em breve estão Tivit, Camil e Eneva, que poderão usar suas demonstrações financeiras do segundo trimestre na prospecção de investidores. Depois delas, uma nova leva de estreantes só deve surgir mais para o fim do ano, depois que as companhias divulgarem os números do terceiro trimestre. Os “follow-ons” ainda podem surgir a qualquer momento, uma vez que são concluídos mais rapidamente.

Nazari, do BTG, avalia que o país pode estar no início de um ciclo semelhante ao que aconteceu em 2006 e 2007, de boom no mercado de ações. “Os grandes fundos globais ainda não entraram para valer em Brasil. Por ora, só fundos voltados para América Latina. Quando os globais vierem, e acredito que virão, poderemos ver um grande fluxo para ofertas de ações até 2019.

via Valor Econômico.

 


Acesse nossos eBooks gratuitos:

Guia da Consultoria Tributária: a forma mais segura da sua empresa pagar menos impostos
Manual da gestão tributária: guia prático para empresários

 


Redação Grupo Studio