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Empresas levantam dinheiro na bolsa para reforçar caixa

Empresas levantam dinheiro na bolsa para reforçar caixa

As empresas brasileiras captaram cerca de R$ 16 bilhões na bolsa de valores neste ano para reforçar o caixa. Isso equivale a cerca de 66% do volume total movimentado pelas companhias com ofertas de ações, que foi de R$ 24,1 bilhões.

Das 13 operações concluídas até agora, apenas duas delas não tiveram como objetivo captar recursos novos. No lançamento inicial de ações do IRB Brasil, os acionistas vendedores – o governo, três bancos e alguns fundos de pensão conseguiram levantar R$ 2 bilhões em uma operação que avaliou a maior resseguradora do país em R$ 8,5 bilhões. Já na oferta subsequente do Santander Brasil, o fundo soberano do Catar – o Qatar Holdings – reduziu sua bilionária fatia na instituição financeira, embolsando R$ 2,3 bilhões.

Afora essas duas transações, as demais 11 ofertas de ações tiveram como objetivo, pelo menos parcialmente, angariar recursos novos para as companhias.

Em muitas situações, o dinheiro serviu para o pagamento de dívidas de companhias com nível de alavancagem elevado, mas não são poucos os exemplos de transações que também engordaram o bolso das empresas que queriam investir. Essas histórias chamam a atenção, já que o Brasil passou por dois anos de contração da economia.

 

 

Para Alessandro Zema, corresponsável pelo banco de investimento do Morgan Stanley no Brasil, as empresas estão se antecipando a um eventual reaquecimento da atividade, porque estão encontrando interesse dos investidores tanto por companhias que vão estrear na bolsa de valores quanto por aquelas que já estão listadas. A eleição no próximo ano também faz com que as empresas acelerem as captações.

“Quando se fala de emissão de ações, nem sempre o emissor pode escolher quando fazer. Ele aproveita a oportunidade que se abre”, afirma Zema.

Segundo ele, a conclusão dos IPOs de Carrefour, Biotoscana, Omega Geração e IRB Brasil nas últimas duas semanas mostraram que a temporada permanece aberta para novas transações.
As companhias Alupar e Omega foram à bolsa porque pretendem adquirir ativos de energia. A CCR também colocou mais ações à venda e levantou R$ 4 bilhões numa oferta subsequente com vistas a aumentar seu portfólio de investimentos em infraestrutura.

Fora do setor de infraestrutura, a empresa de diagnósticos médicos Hermes Pardini, a varejista Lojas Americanas, as companhias de shopping centers BR Malls e de desenvolvimento imobiliário BR Properties também receberam recursos para tocar seus projetos de investimento.

Do lado de quem recorreu aos investidores da bolsa mais para pagar dívidas estão, por exemplo, a varejista Carrefour e a fabricante e distribuidora de medicamentos Biotoscana, controlada pela gestora de fundos de private Por Carolina Mandl | De São Paulo Finanças

Além de dar saída parcial ao grupo francês de supermercados, que vendeu uma fatia de suas ações, o IPO do Carrefour serviu para a subsidiária brasileira quitar dívidas com a matriz de R$ 2,8 bilhões em mútuos que venciam no ano que vem. A operação diluiu o grupo Carrefour, mas deixou a empresa brasileira menos alavancada, o que também abre espaço para a companhia fazer mais investimentos no futuro.

Apesar do momento favorável às emissões, nem todas as companhias estão conseguindo concretizar suas ofertas de ações. Magazine Luiza, Tivit e Ser Educacional acabaram desistindo dos planos.

via Fusões&Aquisições.




Redação Grupo Studio