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Carlyle quer sócio minoritário na Ri Happy

Carlyle quer sócio minoritário na Ri Happy

A gestora americana Carlyle busca um sócio minoritário para a Ri Happy, maior varejista de brinquedos do país, com R$ 1,2 bilhão em receita líquida no ano passado. O plano é fazer uma colocação privada (“private placement”) de ações ainda neste primeiro semestre, mas com a gestora mantendo o controle sobre o negócio, antecipou ontem o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor. O Carlyle tem 100% da varejista.

A expectativa é que, com essa negociação, possa ocorrer uma capitalização na companhia de soma superior a R$ 200 milhões, segundo o Valor apurou. Parte dos recursos deve ser utilizada na abertura de mais lojas da rede Ri Happy Baby, criada em 2013 e atualmente com 10 unidades e 57 quiosques dentro de lojas no país (“store in store”). Procurado, o Carlyle não comenta a informação.

 

 

A Ri Happy soma 163 pontos no país e 14 franquias e controla a rede PBKids desde 2012, com 49 lojas e também 14 franquias.

A companhia quer expandir a Ri Happy Baby de forma que atinja, no mínimo, o patamar de 100 lojas nos próximos anos. A rede tem margens operacionais ligeiramente acima das alcançadas pela Ri Happy tradicional.

Os bancos BTG Pactual, Itaú Unibanco e Bradesco foram contratados para avançar com a operação de busca de sócio.

A aquisição do controle da Ri Happy em 2012 ocorreu por meio do Carlyle South America Buyout Partners, fundo local gerido pelo grupo em São Paulo, que engloba ainda negócios como Tok&Stok e CVC. A expectativa é que um novo fundo seja aberto para essa capitalização que está em discussão agora. Desde que o Carlyle virou dono da rede, aquisições foram sendo feitas. Também em 2012, foi adquirida a varejista PBKids, na época a segunda maior cadeia do segmento no país. Em 2014, o grupo adquiriu a Everkid, de Manaus, e no ano passado, adquiriu a rede Planeta Brinquedo, que atua no Norte e Nordeste.

A capitalização da Ri Happy deve acontecer num momento em que a companhia, assim como o varejo em geral, sente efeitos da recessão econômica. A empresa opera com queda nas vendas e com prejuízo e menciona, em relatório da administração de seu balanço, o reflexo da queda na demanda nos números. O relatório de resultados de 2016, publicado na semana passada, mostra redução de 0,9% nas vendas brutas e receita líquida em queda de cerca de 17%, para R$ 1,2 bilhão no ano passado. A varejista passou de um lucro líquido de R$ 32,3 milhões em 2015 para uma perda de R$ 3,6 milhões no ano passado. Uma reoneração da folha de pagamentos, no fim de 2015, e mudanças na tributação do ICMS, em 2016 afetaram os números.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação ajustado (Ebitda, da sigla em inglês) apurou aumento de 2%, para R$ 160,5 milhões. O saldo de caixa da varejista de brinquedos ao fim de 2016 somava R$ 4,8 milhões, versus R$ 5,3 milhões no ano anterior. Na linha de empréstimos e financiamentos, o montante pulou de R$ 3,6 milhões em 2015 para R$ 86,5 milhões em 2016.

via Fusões & Aquisições.




Redação Grupo Studio